O meia Isaque acionou a Justiça cobrando mais de R$1,6 milhão, com salários atrasados, verbas rescisórias e encargos. Surgiram dúvidas sobre contratos privilegiados e a gestão de Rômulo Amaro.
Quando foi anunciado o ingresso do meia Isaque na Justiça Trabalhista contra o Guarani, com cobrança de valores superiores a R$ 1,6 milhão, surgiram dúvidas sobre como o montante foi calculado. O caso mencionou três meses de salários atrasados e a inclusão de verbas rescisórias e encargos, como férias, 13º salário e FGTS, entre outros.
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Questionou-se, inicialmente, se o aumento do valor estaria ligado a contratos do elenco classificados como privilegiados, com salários que superavam R$ 100 mil, e sobre a justificativa oferecida pela diretoria — à época, encabeçada por Rômulo Amaro — para tais obrigações. Segundo a peça original, o presidente do clube não apresentou explicações detalhadas publicamente naquele momento.
Em entrevista ao Grupo Bandeirantes de Comunicação-Campinas, o ex-treinador Élio Sizenando tratou de esclarecer pontos relativos ao caso e fez afirmações sobre cláusulas contratuais. Sizenando afirmou que o contrato de Isaque, assim como de outros jogadores, previa renovação automática caso o atleta ultrapassasse determinado limite de partidas. Nesse entendimento, a renovação automática teria estendido o vínculo de Isaque até o final de 2027, o que elevou substancialmente o valor pleiteado em juízo.
Sizenando também declarou que, na sua avaliação, o então dirigente teria aceitado contratos cujos montantes foram considerados desproporcionais para um clube da Série C, gerando dificuldades para o cumprimento dos compromissos financeiros. O ex-treinador relatou que atrasos salariais provocaram situações desconfortáveis no elenco e que havia ausência de dirigentes para tratar desses episódios.
Essas observações foram apresentadas no contexto de uma temporada em que o Guarani não alcançou a classificação para os quadrangulares decisivos da competição. Ainda segundo o texto original, Sizenando retornou ao Capivariano após o episódio.
Na coluna, o autor criticou a gestão de Rômulo Amaro, apontando falta de preparo para a presidência do clube e vinculando decisões administrativas, como a aposta na transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a escolhas que teriam comprometido a governança. O colunista também responsabilizou bugrinos raízes do passado, afirmando que teriam sido alertados sobre os riscos e, ainda assim, não agido para evitar os problemas.
O texto reuniu relato do ex-treinador e análise crítica da administração, mantendo foco nas consequências contratuais e financeiras que motivaram a ação trabalhista do jogador Isaque e nas discussões sobre a gestão do clube naquele período.

