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Com 15 mil inscritos na 41ª edição em Campinas, o evento exige planejamento para evitar lesões. Fisioterapeutas aconselham avaliação prévia, controle de carga e protocolos de recuperação antes, durante e após a prova.
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A Corrida Integração, que será realizada em Campinas e vai para a edição 41 no fim de semana, reúne atletas experientes e há quem veja no evento a chance de retomar os treinos. Com 15 mil inscritos para os dois dias, a prova exige planejamento físico e atenção para evitar lesões antes, durante e depois das corridas.
Organizadores definiram arbitragem e regras para os participantes, e profissionais da saúde recomendam avaliações prévias e protocolos de recuperação para reduzir riscos. Segundo o fisioterapeuta Caio Baena, a preparação deve começar dias antes da largada, com controle de carga para evitar desgaste excessivo e atenção a dores que possam indicar lesão.
Caio explica que o histórico recente de treinos e o período de recuperação são determinantes para chegar à prova nas melhores condições. Ele orienta que, diante de dor limitante, o indicado é interromper a atividade e buscar avaliação especializada.
“Normalmente está relacionado com o controle de carga. Como foi a carga de treino dele naquele último mês, naqueles últimos dias? Qual foi o período de recuperação daquele atleta para uma prova. Então, é sempre aquele controle. Quanto mais eu treino, mais eu vou precisar recuperar. Quando tem uma lesão instalada ou algo do tipo, ela vai ser uma dor limitante. Então, ele não vai conseguir correr, ele vai limitar aquela atividade. Aí, o indicado é ele parar e ter um um atendimento ou fazer uma avaliação.”
Nos instantes que antecedem a largada, o cuidado recomendado é fazer uma ativação leve: exercícios de mobilidade e deslocamentos curtos para elevar a temperatura corporal e preparar o sistema circulatório. O objetivo é reduzir o risco de desconforto inicial e melhorar o desempenho logo nos primeiros quilômetros.
“A ideia é sempre você preparar o corpo para receber o estímulo. A elevação da temperatura corporal, então, mini deslocamentos ou agachamentos, exercícios de ativação de panturrilha, para que o corpo eleve a sua temperatura, até mesmo a parte vascular, a parte circulatória, no geral, fique ativa que o atleta ou participante ele tenha um melhor desempenho e esteja pronto para atividade.”
No pós-prova, a prioridade imediata é a hidratação, seguida de alimentação adequada e descanso. Caio recomenda um protocolo de recovery nos dias seguintes, que pode incluir medidas analgésicas, anti-inflamatórias, imersão em gelo ou massagem, sempre avaliando a necessidade conforme o tipo de prova.
“O recovery é um complexo, então está relacionado com a hidratação, com a qualidade do descanso e do sono, com a alimentação. Sim, também com medidas analgésicas e anti-inflamatórias, que pode ser uma imersão no gelo, pode ser uma massagem.”
Ele alerta também para a possibilidade de dor muscular tardia, que costuma aparecer por volta de 48 horas e pode comprometer atividades diárias caso evolua para dor limitante. Nesses casos, é indicada avaliação com equipe médica ou de fisioterapia para investigar lesão e orientar tratamento.
“A dor muscular tardia, ela vai se apresentar aproximadamente em 48 horas. Aquela dor do cansaço, que ele sente o músculo pesado, ele vai sentir próxima aproximadamente em 48 horas. O atleta pode apresentar uma dor limitante, vai ser aquela dor que ele que limita a funcionalidade dele, então, andar, subir, descer escada, dirigir ou realizar algum movimento específico, são dores limitantes. Aí essas dores precisam ter uma atenção especial, inicialmente acompanhar com a equipe médica, com a equipe da fisioterapia para entender se tem uma lesão com algumas avaliações.”
Por fim, Caio ressalta a importância de avaliações individuais, como a cinemática da corrida e análises em 2D e 3D, para mapear a pisada e o gesto esportivo e orientar intervenções de mobilidade e fortalecimento conforme a necessidade do praticante.
“Quem já corre é importante sempre avaliar e reavaliar no aspecto de mobilidade, de força muscular, buscando sempre um reequilíbrio. Hoje existem algumas avaliações como a cinemática da corrida, que é uma avaliação de pisada, para ver se tem uma alteração de pisada muito discrepante. Hoje existe avaliações 2D da corrida, 3D da corrida que consegue mapear o gesto esportivo desse atleta ou desse praticante.”
Sábado (26)
- Caminhada de 5 km
- Corrida de 5 km
- Corrida Kids
Domingo (27)
- Corrida de 10 km
- Corrida de 21 km
Com a programação dividida em dois dias e um grande contingente de inscritos, o foco nas orientações de fisioterapia e no respeito às regras de participação será essencial para uma prova segura e sem surpresas.



