O Figueirense poderia estar em uma situação mais confortável na Série C se não fossem os gols defensáveis sofridos ao longo da competição. Em uma análise dos lances em que os goleiros Fabrício e Igo Gabriel tiveram participação decisiva, o clube deixou escapar até cinco pontos nas 13 primeiras rodadas.
A conta considera apenas as partidas em que as falhas impactaram diretamente a pontuação final. Foram quatro jogos nesse cenário, em que empates poderiam ter se transformado em vitórias ou derrotas que poderiam ter terminado em igualdade.
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O primeiro caso ocorreu na estreia, quando o Figueirense empatou em 1 a 1 com o Ypiranga. Fabrício sofreu um gol em um chute fraco, no qual a bola passou por baixo do goleiro e entrou lentamente. Sem essa falha, o Figueirense poderia ter conquistado a vitória e somado dois pontos adicionais.
No jogo seguinte, contra o Maringá, no Orlando Scarpelli, Fabrício voltou a ter uma atuação negativa em lances decisivos. O primeiro gol do adversário surgiu após uma sequência de erros defensivos, e o goleiro teve pouca reação na finalização. No terceiro gol, Fabrício deixou a área de forma precipitada, foi driblado, e o gol ficou aberto. A partida terminou em 3 a 1 para o Maringá, mas, sem os gols defensáveis, o resultado poderia ter sido pelo menos um empate.
Com Igo Gabriel, os principais prejuízos em pontuação apareceram nas partidas contra Anápolis e Brusque. Na derrota por 3 a 1 para o Anápolis, fora de casa, o goleiro se posicionou mal no gol de falta que iniciou a virada e também poderia ter feito mais no terceiro gol, em um lance de cruzamento para a área. Sem esses dois gols defensáveis, o Figueirense poderia ter conseguido um ponto.
A situação se repetiu na 13ª rodada, na derrota por 3 a 1 para o Brusque, onde Igo Gabriel sofreu dois gols considerados defensáveis. A projeção indica que o resultado poderia ter sido de empate, representando mais um ponto para a equipe alvinegra.
Além disso, houve lances que não entram diretamente na contagem, mas que reforçam o problema. Contra Floresta e Paysandu, Igo Gabriel cometeu falhas, mas o Figueirense conseguiu vencer ambas as partidas. No duelo contra o Floresta, o goleiro ainda defendeu um pênalti. Em outra ocasião, na partida contra o Itabaiana, a saída de Igo Gabriel poderia ter sido melhor, mas os defensores também falharam na marcação.
Na derrota por 3 a 0 para o Barra, no Orlando Scarpelli, Igo Gabriel também teve responsabilidade no primeiro gol, ao não fechar o ângulo. No entanto, mesmo excluindo esse lance, o resultado não mudaria a pontuação final do Figueirense, por isso essa partida não entra na contagem de pontos perdidos.
Com uma margem estreita na briga por posições na Série C, os erros individuais no gol têm um peso significativo. A projeção indica que o Figueirense poderia ter até cinco pontos a mais caso tivesse evitado os principais gols defensáveis sofridos na competição.
Atualmente, a equipe soma 16 pontos. Nesse cenário ideal, poderia alcançar 21 pontos, o que a colocaria na quinta posição, a três pontos do líder Brusque. Com a alteração na pontuação dos adversários, o Guarani assumiria a liderança com 23 pontos, dois a mais que o Figueirense.



