A seleção iraniana só pode entrar nos EUA 24 horas antes de cada jogo e deve sair logo após. A delegação, concentrada no México, enfrenta limitações inéditas durante o torneio.
Campinas, SP, 19 – O Irã oficializou um protesto à FIFA em decorrência das restrições impostas pela imigração dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. A seleção iraniana enfrenta dificuldades para se deslocar entre o México, onde está concentrada, e o território norte-americano, onde disputará suas partidas na fase de grupos.
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A entrada da delegação iraniana nos EUA é liberada apenas com até 24 horas de antecedência antes dos jogos, sendo obrigatória a saída do país logo após as partidas. Essa determinação, segundo as autoridades americanas, é uma resposta às incertezas relacionadas a vistos e ao atual cenário diplomático entre os dois países.
O técnico Amir Ghalenoei se manifestou sobre a situação, classificando-a como uma desvantagem significativa. Ele afirmou que o Irã se sente como a seleção “mais oprimida” do torneio. Em comunicado, a federação iraniana reiterou que as restrições colocam em dúvida o princípio de igualdade entre as equipes e podem prejudicar a preparação técnica da seleção.
A FIFA e o Departamento de Segurança Interna dos EUA ainda não se pronunciaram sobre a situação. Ghalenoei também destacou que as limitações impactaram o desempenho da equipe no empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, na estreia do Grupo G.
No próximo desafio, a seleção do Irã receberá o aviso de que poderá desembarcar em Los Angeles apenas 24 horas antes do confronto contra a Bélgica, que ocorrerá neste domingo, pela segunda rodada do Grupo G. Apesar do protesto, o elenco mantém o foco total no jogo, considerado crucial para suas chances de avançar na competição.
O último compromisso do Irã na fase de grupos será contra o Egito, em Seattle, no dia 27. A situação complicada reflete o clima de tensão política entre Irã e Estados Unidos, que foi intensificado pela ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro. O conflito no Oriente Médio chegou a ameaçar a participação da seleção iraniana na Copa, levando até a paralisação do campeonato nacional no início do ano.

