A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou uma alteração nos regulamentos que determina como será verificada a taxa de compressão dos motores da Fórmula 1 antes da introdução das novas unidades de potência de 2026. A partir de 1º de junho deste ano, o índice máximo de 16:1 precisará ser comprovado tanto com o motor em temperatura ambiente quanto a 130 °C.
Origem da disputa
O tema ganhou força quando rivais descobriram que a Mercedes conseguia obedecer ao limite de 16:1 em testes estáticos, mas superava esse valor em funcionamento, possivelmente pela dilatação dos materiais de pistão e biela. Audi, Ferrari e Honda encaminharam uma carta conjunta à FIA pedindo revisão da regra.
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O impasse decorreu de interpretações diferentes do regulamento. O artigo C5.4.3 previa medição apenas a frio, enquanto o artigo 1.5 exigia que o carro cumprisse todas as regras “em todos os momentos” de uma competição. Para eliminar a ambiguidade, a entidade decidiu redefinir o procedimento de checagem.
Votação e acordo unânime
A mudança foi aprovada por unanimidade no Comitê Consultivo de Unidades de Potência, que reúne as cinco fabricantes de motores, a própria FIA e a Formula One Management (FOM). Com isso, até a Mercedes aceitou o texto final, que antecipa a aplicação da nova verificação de 1º de agosto para 1º de junho.
“Agora é um jogo justo para todos”, afirmou Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes, no Bahrein, ao comentar a decisão de realizar dois testes – um a frio e outro a quente.
Próximos passos
Se algum fabricante precisar modificar seu motor de combustão interna para atender ao procedimento duplo, as regras técnicas permitem ajustes, desde que respeitado o teto orçamentário específico das unidades de potência. A partir de 2027, a medição passará a ocorrer apenas com o motor quente, prazo considerado suficiente para adaptação geral.
A FIA pretendia encerrar o debate antes da abertura da temporada em Melbourne para evitar possíveis protestos. O diretor de monopostos da federação, Nikolas Tombazis, classificou o assunto como “superdimensionado”, mas destacou a necessidade de clareza regulatória.
Com o tema da taxa de compressão resolvido, a entidade ainda analisa outros pontos do regulamento de 2026, sobretudo a gestão de energia em circuitos de alta velocidade como Melbourne e Jeddah, que podem exigir novos ajustes técnicos.


