A Ferrari retornará ao Circuito de Sakhir nesta quarta-feira, quando começa a segunda bateria de testes de pré-temporada da Fórmula 1, com três novidades principais: uma unidade de potência zerada, um câmbio revisado e um pacote aerodinâmico atualizado.
O primeiro motor da geração 067/6, utilizado no shakedown de Fiorano e nos treinos da semana passada, já completou mais de 4.300 km — distância equivalente a 14 Grandes Prêmios — sem apresentar falhas de confiabilidade. O único incidente registrado foi o desligamento do propulsor poucas voltas antes do fim de uma simulação de corrida conduzida em Sakhir.
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De acordo com o chefe de equipe Fred Vasseur, o contratempo ocorreu durante um teste de consumo de combustível. A intenção era definir a quantidade mínima de gasolina necessária para que o carro cruze a linha de chegada com o litro obrigatório exigido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para eventuais verificações.
Novo câmbio para suportar maiores cargas
Junto com o motor, a Ferrari deve estrear uma caixa de câmbio reforçada. As atuais estratégias de recuperação de energia, que envolvem o uso de relações de marcha mais curtas para elevar as rotações e reduzir o atraso de resposta do turbo, aumentam significativamente o esforço sobre cada engrenagem. Essa preocupação não é exclusiva da Scuderia; todas as equipes acompanham de perto o desgaste das transmissões, já que o componente voltou a ter influência direta no desempenho.
Turbina menor e benefício na largada
No projeto do 067/6, a Ferrari optou por uma turbina Honeywell menor do que a utilizada, por exemplo, pela Mercedes. A escolha visa conter o turbo lag e diminuir a dependência do MGU-K na fase inicial de aceleração, reservando a energia elétrica para as retas. As simulações realizadas no Bahrein apontam que, para carregar o sistema e obter o impulso ideal na partida, é preciso elevar a rotação do motor a níveis mais altos; turbinas maiores demandam mais tempo para isso.
Observações feitas em Sakhir indicam que o processo de preparação de largada leva cerca de dez segundos. Por esse motivo, a Ferrari se posiciona contra qualquer alteração no regulamento que encurte o procedimento, proposta defendida pelo diretor da McLaren, Andrea Stella, por preocupações de segurança em caso de falha de um carro no grid.
Com o novo conjunto mecânico e aerodinâmico, a equipe italiana prosseguirá com o programa de testes até sexta-feira, buscando validar confiabilidade e performance antes da abertura oficial da temporada.


