A Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) classificou como “boatos sem fundamento” as suspeitas de que saltadores de esqui estariam injetando parafina ou ácido hialurônico no pênis para ganhar vantagem competitiva. A reação da entidade veio após publicação do jornal alemão Bild e questionamentos da Agência Mundial Antidoping (WADA), que prometeu monitorar qualquer evidência da prática.
Os rumores apontam que o aumento artificial do órgão genital permitiria aos atletas usar trajes ligeiramente maiores e, portanto, mais aerodinâmicos ao longo de toda a temporada. Em nota, a FIS disse não haver “nenhum indício, muito menos prova” de que o método esteja sendo utilizado.
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Atletas comentam
Medalhista de prata em Pequim-2022, o esloveno Cene Prevc afirmou à Reuters que o tema “foi muito discutido há cerca de um mês” no circuito, embora declare nunca ter recorrido ao procedimento nem conhecer quem o tenha feito.
Já a norueguesa Eirin Maria Kvandal, também do salto de esqui, reagiu com repulsa: “Acho horrível. É um grande passo para se buscar vantagem”.
Análise científica
Um estudo divulgado na revista Frontiers indica que cada centímetro extra de tecido no traje pode acrescentar 2,8 m ao comprimento do salto, segundo simulações em computador. “Quanto maior a área exposta, mais longe o atleta pode ir, como num planador”, explicou Marco Belloli, diretor do departamento de mecânica da Universidade Politécnica de Milão. Segundo ele, competidores poderiam tentar parecer maiores na checagem pré-prova para obter um macacão com superfície ampliada sem aumentar o peso corporal.
Controle rígido
Saltadores de elite passam por varredura corporal completa antes das competições para confirmar que o traje, que chega à base dos genitais, não contém material extra. A modalidade já registrou punições por irregularidades: em 2025, os noruegueses Marius Lindvik e Johann Andre Forfang receberam suspensão de três meses depois de ajustes ilegais nas costuras da virilha durante o Mundial.
Apesar da negativa da FIS, a WADA declarou que seguirá atenta a qualquer evidência de aumento peniano artificial para burlar regras de equipamento.


