Desde 24 de dezembro, as fábricas das dez equipes de Fórmula 1 estão completamente paradas. O regulamento obriga nove dias corridos de inatividade, período em que túneis de vento, computadores e até contas de e-mail ficam bloqueados, restando apenas serviços de manutenção.
A pausa, repetida também em agosto por 13 dias, ocorre no momento em que a categoria vive a mudança de regulamento considerada mais complexa de sua história. Em 2026 estrearão, simultaneamente, carros e motores novos, ambos submetidos ao teto orçamentário.
📖 Leia Também
Temporada apertada
A última corrida de 2025 aconteceu em 7 de dezembro — o calendário realmente se encerrou em 9 de dezembro, após testes de jovens pilotos e pneus Pirelli em Abu Dhabi. Menos de três semanas depois, as equipes já avançam no cronograma de 2026, processo que normalmente ocorreria só no ano seguinte.
Modelos que ainda não completaram testes de impacto são vistos internamente como atrasados. Diversas escuderias já acionaram o motor acoplado ao primeiro chassi, demonstrando o ritmo acelerado ditado pela próxima temporada de 24 GPs.
Pré-temporada começa em janeiro
Os shakedowns — treinos permitidos pelas cotas de filmagem — estão programados para meados de janeiro, e as primeiras apresentações, mesmo que restritas às identidades visuais, também ocorrerão nesse mês. O teste coletivo de pré-temporada está marcado para 26 de janeiro, em Barcelona, sem presença de público, imprensa ou geração de imagens.
Antecipando o pouco tempo disponível, equipes como Alpine e Williams direcionam 100% do uso de túnel de vento ao projeto de 2026 desde o início de 2025. As demais aumentaram gradualmente essa fatia e trabalham exclusivamente no novo carro há cerca de seis meses.
Aston Martin e Red Bull
Circulam rumores de que a Aston Martin pode enfrentar dificuldade para levar seu carro ao primeiro teste. O time passará a usar caixa de câmbio e transmissão próprias — antes fornecidas pela Mercedes — e assumirá o posto de equipe de fábrica da Honda.
Na Red Bull, a Ford informou que o desenvolvimento do motor produzido em parceria com a Red Bull Powertrains está “dentro do prazo”. O próximo passo, segundo a montadora, é focar na dirigibilidade e na calibração da unidade de potência.
Pilotos já intensificam treinos
O calendário enxuto também mudou a rotina de preparação física dos pilotos. O trabalho de base, que tradicionalmente começava em meados de janeiro, foi antecipado. Entre as prioridades estão condicionamento geral, fortalecimento do core e, principalmente, da musculatura do pescoço.
Quando as fábricas reabrirem, os competidores terão sessões extras de simulador para se adequar às novas regras técnicas.
O ritmo permanece acelerado: a pausa obrigatória termina no dia 2 de janeiro, e, a partir daí, cada dia conta para que chassi, motor e equipe estejam prontos para a temporada que inaugura a próxima geração da Fórmula 1.


