A Fórmula 1 anunciou neste domingo o retorno do GP da Malásia ao calendário de 2026, marcado para 4 de outubro em Sepang. A corrida substitui o Bahrein (suspenso por conflitos no Oriente Médio) e será oficialmente chamada GP do Bahrein.
A Fórmula 1 anunciou, neste domingo (26), o retorno da Malásia ao calendário da temporada de 2026. O Grande Prêmio, que não ocorre desde 2017, será realizado no Circuito de Sepang e ocupará o espaço deixado pela corrida do Bahrein, cuja realização foi suspensa devido a conflitos bélicos no Oriente Médio.
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A prova na Malásia está agendada para o dia 4 de outubro, em um intervalo livre entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura. Embora aconteça na Malásia, a corrida será oficialmente denominada GP do Bahrein.
Max Verstappen foi o vencedor da última edição do GP da Malásia, realizada em 2017. Em comunicado à imprensa, a Fórmula 1 afirmou que a realização do evento depende apenas de acordos finais e assinaturas. A categoria tem como objetivo concluir o calendário de 2026 com 23 corridas, o que implica que o GP da Arábia Saudita não será substituído.
“Essas são notícias fantásticas para os nossos fãs. Eles vão continuar aproveitando um empolgante e completo calendário da Fórmula 1, além de verem o esporte retornar a um grande palco. A Malásia é um país incrível, e Sepang possui um lugar especial na história da Fórmula 1”, afirmou o presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali.
O GP da Malásia se tornará o 29º grande prêmio na história a ter o nome de um país, mas sediado em outro. Dentre esses eventos, 26 aconteceram no circuito de Ímola, na Itália, quando a corrida era chamada de GP de San Marino. O circuito de Dijon-Prenois, na França, já recebeu um GP da Suíça em 1982, e a tradicional pista de Nurburgring, na Alemanha, foi palco dos GPs de Luxemburgo em 1997 e 1998.
A corrida no circuito de Sakhir, no Bahrein, estava prevista para ser a quarta da temporada, entre os dias 10 e 12 de abril. O GP da Arábia Saudita ocorreria na semana seguinte, de 17 a 19 de abril. No entanto, devido ao risco representado pelos conflitos no Golfo Pérsico, a F1 decidiu não realizar as duas provas.
Com a suspensão, o Mundial de 2026 ficou com 22 etapas confirmadas, mas a Fórmula 1 e a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) sempre buscaram alternativas para substituir as provas ausentes. A região tem enfrentado tensões, especialmente após um míssil iraniano ter caído na base da Marinha dos EUA no Bahrein, a apenas 30 km do Circuito de Sakhir.
Além disso, a Árabia Saudita sofreu ataques que resultaram em mortes e feridos, o que tem mantido o clima de incerteza na área. O Catar, que receberá a F1 no dia 29 de novembro, também foi alvo de investidas, e o cenário continua instável devido a sucessivos cessar-fogos no conflito.



