A delegação do Irã receberá um tratamento facilitado fora de campo para sua próxima partida na Copa do Mundo. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira, 23, que irá relaxar as restrições impostas à seleção iraniana. Com isso, a equipe poderá viajar para Seattle dois dias antes de enfrentar o Egito, no dia 26, pelo Grupo G.
Nas duas primeiras partidas, realizadas em Los Angeles, a seleção só tinha permissão para entrar no país 24 horas antes do jogo. Além disso, a equipe continuará obrigada a deixar o território americano no mesmo dia da partida.
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“Isso foi planejado por nós”, afirmou Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Fifa. “O plano era avaliar como ocorreriam os dois primeiros deslocamentos e, se tudo corresse bem, concederíamos o dia extra, levando em conta o tempo de viagem mais longo entre Tijuana e Seattle.”
A flexibilização das regras acontece em um momento diplomaticamente delicado, já que os Estados Unidos e o Irã assinaram recentemente um memorando de entendimento com o objetivo de encerrar o conflito militar entre os dois países, que teve início na primavera americana. Desde o começo da Copa, a federação iraniana tem criticado as condições impostas à delegação, incluindo a negação de vistos a membros da comissão técnica e a transferência forçada do centro de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México.
Para Mohammad Reza Gilani, assessor de assuntos culturais da embaixada do Irã no México, o contraste entre os dois países-sede vai além das questões logísticas. “A Copa do Mundo de 2026 não é disputada apenas nos estádios, mas também nas ruas, aeroportos e praças públicas”, comentou, antes de provocar. “E nessa competição paralela, o México parece ter saído na frente.”
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