A poucos dias da Copa Africana de Nações, o presidente da Federação Camaronesa de Futebol (Fecafoot), Samuel Eto’o, demitiu o técnico Marc Brys e nomeou o interino David Pagou, resultando em duas listas de convocados diferentes para o torneio.
Brys, contratado pelo Ministério dos Esportes em abril de 2024, enviou ao governo sua relação de atletas, incluindo o atacante Vincent Aboubakar, do Neftchi PFK, do Azerbaijão. Já Eto’o, maior artilheiro da história da seleção com 56 gols em 118 partidas, divulgou outra lista sem o jogador, que está a 12 gols de superar sua marca.
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Segundo declaração atribuída a Brys ao jornal britânico The Sun, Eto’o teria excluído Aboubakar por temer a quebra do recorde. O dirigente alegou insubordinação e acusou o belga de “colocar atletas contra a Fecafoot” para justificar a demissão.
Brys afirma, porém, que continua no cargo, pois apenas o ministério poderia oficializar sua saída. A situação expõe mais uma crise institucional no futebol camaronês, que já viveu atritos entre o ex-atacante e o treinador, além de punição de seis meses imposta pela Fifa a Eto’o em 2024 por violações ao Código Disciplinar.
Impacto esportivo
Os problemas nos bastidores também refletiram nos resultados em campo. Mesmo com o aumento de vagas africanas para a Copa do Mundo de 2026, Camarões foi eliminado na repescagem pela República Democrática do Congo.
Próximo compromisso
A Copa Africana de Nações será realizada no Marrocos de 21 de dezembro a 18 de janeiro. Inserido no Grupo F, o selecionado camaronês enfrenta Gabão na estreia, marcada para 24 de dezembro, e ainda terá pela frente Costa do Marfim e Moçambique.

