O Egito entrou para a história ao bater a Nova Zelândia por 3 a 1 na Copa do Mundo. O técnico Hossam Hassan celebrou com volta olímpica e discursou sobre confiança no futebol egípcio.
Hossam Hassan está em êxtase. E com todo direito, afinal, fez história ao comandar a primeira vitória do Egito em Copas do Mundo. O técnico, maior artilheiro da seleção egípcia como jogador, celebrou a vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia, na noite de domingo, com uma volta olímpica no gramado do Vancouver Palace.
📖 Leia Também
Ao chegar para a coletiva, foi aplaudido pelos jornalistas egípcios. Antes de abrir para perguntas, fez um pronunciamento destacando a importância do desenvolvimento da confiança no futebol do Egito.
“Dizer ao futebol do Egito que precisamos desenvolver nossa confiança para capitalizar nossa fortaleza. Há gerações que trabalham muito duro, começou no meu avô, para receber chances e não puderam ter. Quero que essa geração possa criar seu próprio futuro. Queríamos desenvolver ao nível da África. Prometo que não vamos decepcionar. Vamos fazer o que tiver ao nosso alcance, dar tudo de nós até o último minuto. Me sinto verdadeiramente encantado com esses resultados. Foi uma vitória arrebatadora. Jogadores fortes, versáteis, força física.”
O treinador também comentou sobre as críticas que recebeu ao reformular o elenco da seleção. Ele enfatizou que a Copa do Mundo era um objetivo crucial e que mudanças eram necessárias.
“Quando assumimos, foi fundamental ter a Copa como objetivo. Precisávamos de desenvolvimento. Temos bons jogadores, veteranos, alguns lesionados, e sabíamos que teríamos que mudar algo. Nos criticaram, atacaram, todos têm seus seguidores, mas eu precisava mudar.”
Hassan destacou a importância de jogadores experientes, como Mohamed Salah, que, aos 34 anos, segue sendo decisivo. Salah marcou o gol da virada e deu a assistência para o terceiro gol.
“Salah trabalhou muito duro no campo de jogo e isso é algo que devem saber: sou o primeiro que deixo ele jogar com suas qualidades. Atacante, mas também em outras posições. Sempre faço mudanças táticas, tirar proveito dos ativos.”
O técnico reconheceu que a Nova Zelândia foi um adversário mais difícil do que esperava, mas afirmou que a vitória era fundamental para a equipe e para a torcida.
“Como poderíamos nos atrever não agradar essa torcida? Não poderia viver sem ganhar esse jogo. Quero dar obrigado ao povo egípcio, por mensagens, palavras… O presidente do país está satisfeito com nossa seleção e nos reconhece como esforçados.”
Com a vitória, o Egito assumiu a liderança do Grupo G com quatro pontos e se aproxima da classificação para a fase mata-mata. Na próxima rodada, a seleção enfrenta o Irã na madrugada de sexta para sábado, à meia-noite, em Seattle.


Conteúdo Recomendado

