O ex-jogador Djalminha compartilhou pessoalmente com Messi sua famosa observação: 'chega a ser chato, é objetivo demais'. O encontro aconteceu no Mundial de Clubes da FIFA, nos EUA, após vitória do Palmeiras sobre o Inter Miami.
Djalma Feitosa Dias, conhecido como Djalminha, é um dos grandes nomes do futebol brasileiro dos anos 90 e início dos anos 2000. Ele costuma fazer uma observação bem-humorada sobre a genialidade de Lionel Messi: “chega a ser chato, ele não dá uma caneta ou lençol para trás, é objetivo demais”. Essa frase já foi repetida por Djalminha em diversos programas de TV e também foi compartilhada com Messi em um encontro durante o último Mundial de Clubes da FIFA, realizado nos EUA, após a vitória do Palmeiras sobre o Inter Miami.
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No dia 17 de junho de 2026, Djalminha teve a oportunidade de ver Messi em ação em Kansas City, onde assistiu ao jogo em que o argentino se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, igualando o recorde de 16 gols de Miroslav Klose. Messi marcou três gols na partida, sendo que o terceiro teve a característica de um eterno replay: ele dominou a bola, ajeitou para a perna esquerda e finalizou com precisão no canto do goleiro Luca Zidane, que não pôde fazer nada para evitar o gol.
A crítica à objetividade no jornalismo é uma questão que foi abordada pelo renomado cronista Nelson Rodrigues, que se opunha ao que chamava de “idiotas de objetividade”. Ele acreditava que uma abordagem fria e literal da realidade deixava de lado as emoções que cercavam os eventos. Djalminha, filho do também craque Djalma Dias, certamente foi influenciado por essa visão. Ele é admirado por muitos jogadores que vieram depois dele, não apenas pela técnica, mas pela capacidade de criar jogadas mágicas e imprevisíveis, algo que não é o forte de Messi.
Djalminha, que teve uma carreira marcante por clubes como Flamengo, Guarani, Palmeiras e La Coruña, totalizou 173 gols, um número expressivo para um meia, mas inferior aos de outros grandes jogadores como Rivaldo e Alex. Ele se assemelha mais ao seu pupilo, Ronaldinho Gaúcho, do que a Zico, que em entrevistas destacou sua objetividade em campo como um diferencial.
Messi, aos 38 anos, continua a unir magia e efetividade em seu jogo, encantando os fãs do futebol. Recentemente, um jornalista argentino questionou Messi sobre quais truques de futebol freestyle ele não conseguiria realizar. O craque argentino, com sua característica humildade, respondeu: “Nenhum”. Isso demonstra a sua habilidade inata, mas também a escolha de não se perder em firulas desnecessárias durante os jogos.
É um erro comum acreditar que o sucesso de Messi se deve apenas a um dom divino. Assim como Cristiano Ronaldo, Messi alcançou seu nível de excelência por meio de muito trabalho e dedicação. Ele se tornou um excelente batedor de faltas e, com o passar dos anos, aprimorou sua finalização de média distância, adaptando seu jogo às mudanças físicas que ocorreram ao longo da carreira. Essa combinação de talento e esforço é o que o torna um dos maiores gênios da história do futebol.

