A seleção brasileira encerrou a Copa do Mundo Sub-17, disputada no Qatar, na quarta colocação depois de empatar sem gols e perder por 4 a 2 para a Itália nos pênaltis na decisão do terceiro lugar. Mesmo sem medalha, o time chamou atenção por revelar nomes promissores. Veja quem ganhou projeção e em qual clube cada um atua.
Destaques individuais
João Pedro (goleiro, Santos) – Foi decisivo nas disputas de pênaltis contra Paraguai e França, defendendo cinco cobranças no total. Na briga pelo bronze, pegou mais um chute italiano, mas a equipe acabou derrotada.
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Dell (atacante, Bahia) – Apelidado de “Haaland do Sertão”, marcou cinco gols e terminou como artilheiro da seleção. Seu gol mais importante saiu no último minuto das quartas de final, garantindo triunfo por 2 a 1 sobre Marrocos.
Ruan Pablo (atacante, Bahia) – Destacou-se pela velocidade e capacidade de drible. Em janeiro, já havia se tornado o jogador mais jovem a marcar pelo time principal do Bahia, aos 16 anos, em vitória sobre o Jequié.
Zé Lucas (volante, Sport) – Capitão da equipe aos 17 anos, exerceu papel de “cão de guarda” no meio-campo. O jornal espanhol Marca o comparou a Casemiro pela postura em campo.
Gabriel Mec (atacante, Grêmio) – Mesmo começando no banco, entrou em todas as partidas do mata-mata e foi elogiado pelos dribles e criatividade. O diário AS, da Espanha, viu semelhanças entre ele e o jovem Estêvão.
Campanha brasileira
Na fase de grupos, o Brasil goleou Honduras por 7 a 0, venceu a Indonésia por 4 a 0 e empatou com a Zâmbia por 1 a 1, avançando como líder da chave.
No mata-mata, segurou o 0 a 0 com o Paraguai mesmo com um jogador a menos e avançou nos pênaltis por 5 a 4. Nas oitavas, buscou empate por 1 a 1 diante da França e voltou a vencer nas penalidades, dessa vez por 4 a 3.
Nas quartas, Dell decidiu contra Marrocos aos 49 min do segundo tempo: 2 a 1. A semifinal terminou 0 a 0 com Portugal; nos pênaltis, derrota por 6 a 5. Na disputa do terceiro lugar, novo 0 a 0 e revés por 4 a 2 diante da Itália.
Mesmo com o fim da campanha sem título, a atuação dos jovens reforça o potencial da nova geração brasileira que começa a ganhar espaço em seus clubes.


