A França é a grande favorita nesta Copa do Mundo de 2026, desde antes do início dos jogos. Muito desse sucesso, entre junho e julho, se deve à mudança na postura de Didier Deschamps à frente da seleção, que está em seu último Mundial como treinador. Do comandante com ideias defensivas, Deschamps abraçou um quarteto ofensivo mágico, semelhante ao utilizado pelo Bleus na era de Zinedine Zidane.
Kylian Mbappé é a estrela da companhia, acompanhado por Ousmane Dembélé e Michael Olise, além de um quarto jogador que, ao menos nesta Copa, tem variado entre Désiré Doué e Bradley Barcola. Com essa formação, a França atropelou seus adversários na fase de grupos, derrotando Senegal, Iraque e Noruega, e superou Suécia e Paraguai no mata-mata.
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Em outros Mundiais, inclusive quando foi campeã, Deschamps tinha uma abordagem diferente. Enquanto o quarteto ofensivo de 2026 é móvel e alterna posições dentro de campo, ele levou a França ao bicampeonato em 2018 com Olivier Giroud como centroavante fixo. Naquela campanha, a seleção adotou uma postura defensiva para derrotar a Bélgica na semifinal.
“A França tem 100% de aproveitamento na Copa do Mundo com 14 gols marcados em cinco jogos”, destaca Deschamps, que vê Mbappé como seu principal artilheiro, com sete gols desde o início do torneio. Ele compete com Lionel Messi e Erling Haaland pela chuteira de ouro deste ano e terá a chance de ampliar esses números nesta quarta-feira (9) diante de Marrocos, pelas quartas de final.
A seleção francesa se destaca pelo desempenho coletivo e pela força ofensiva neste ano. A formação de Deschamps remete à equipe de 2006, quando a França foi vice-campeã na Alemanha, liderada por Zidane. Naquela edição, a seleção teve um início ruim, mas melhorou na fase de mata-mata, montada em um pilar ofensivo que contava com Zidane, Franck Ribéry, Florent Malouda e Thierry Henry. Foi com esse quarteto que a França passou pelo Brasil nas quartas de final, mas foi derrotada pela Itália na decisão.
A diferença entre as equipes é a eficiência ofensiva. Enquanto em 2026 a média de gols por partida é alta, próxima a três por jogo, a seleção de 2006 chegou à decisão com apenas oito gols em seis partidas. No empate por 1 a 1 com a Itália, Zidane foi expulso na prorrogação e não pôde cobrar um dos pênaltis.
Além de Mbappé, Dembélé soma quatro gols e duas assistências, enquanto Olise, com cinco passes para gol, ameaça o recorde de Pelé, que teve seis assistências na Copa do Mundo de 1970. Deschamps se despedirá da França após esta Copa do Mundo, sendo o treinador mais longevo entre os campeões mundiais. Ele, que foi campeão como jogador em 1998, repetiu a dose em 2018 no comando técnico e almeja deixar a posição com o título mundial.
Após a eliminação em 2014, quando caiu diante da Alemanha nas quartas de final, a França chegou às finais nas duas últimas Copas, sagrando-se campeã em 2018 e vice em 2022. Se avançar até a decisão, que será realizada no MetLife Stadium em 19 de julho, repetirá o feito da seleção brasileira e da Alemanha, as únicas que chegaram a três finais consecutivas.
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