O Sport foi derrotado por 2 a 1 pelo Ceará no Castelão, pela 26ª rodada da Série B, e a pressão sobre Gilmar Dal Pozzo cresceu. Desde 30 de junho ele soma 13 pontos em 11 jogos (39,4% de aproveitamento).
A derrota por 2 a 1 para o Ceará, neste sábado, no Castelão, pela 26ª rodada da Série B, ampliou a pressão sobre Gilmar Dal Pozzo e reforçou a sensação de que o Sport não tem conseguido evoluir sob o comando do treinador. Mais do que o resultado, o desempenho mostrou um time que mantém problemas recorrentes rodada após rodada.
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Os números de Dal Pozzo desde a chegada
Anunciado em 30 de junho, Dal Pozzo soma três vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com aproveitamento de 39,4% e 13 pontos conquistados em 33 disputados. Os números ficam abaixo dos registrados pelo antecessor, Márcio Goiano, que obteve 57,2% de aproveitamento em 14 rodadas da Série B. Internamente, a pressão sobre a comissão técnica aumentou nas últimas semanas.
Há relatos de que a diretoria já fez contatos com representantes do técnico Thiago Carpini. Quando Dal Pozzo assumiu, o Sport era o oitavo colocado, com 25 pontos, empatado com equipes entre a quarta e a oitava posição; o líder, à época, era o Vila Nova, com 28 pontos. Agora, o Leão tem 38 pontos e encerrará a rodada a quatro pontos do CRB, que fecha o G-6, e a nove do líder Juventude.
Como foi o primeiro tempo no Castelão
No Castelão, o primeiro tempo trouxe sinais positivos para o Sport. A equipe foi superior em boa parte da etapa, controlou mais o meio-campo e criou as melhores oportunidades, com o volante Willian Oliveira aparecendo duas vezes com liberdade para concluir. A escalação apresentada teve efeitos mistos: Marcelo Ajul, improvisado na lateral direita, deu mais consistência defensiva ao setor, mas reduziu o apoio ofensivo; Marcelo Benevenuto teve retorno seguro até a falha no primeiro gol do Ceará. Edson Lucas ganhou liberdade pelo lado esquerdo e participou de boas ações ofensivas.
Mesmo assim, problemas estruturais permaneceram. A saída de bola apresentou falhas recorrentes e as jogadas aéreas voltaram a gerar insegurança. Ainda no primeiro tempo, Sávio apareceu livre nas costas de Marcelo Ajul e acertou o travessão após cruzamento de Matheus Araújo, prenunciando a vulnerabilidade que custaria caro depois.
No segundo tempo, o Sport regrediu. Apesar de manter a posse de bola, não transformou controle territorial em oportunidades reais, tendo dificuldade para encontrar o passe final e entrar na área adversária. O gol anulado de Enzo Lodovico, aos 14 minutos, já indicava mudança de panorama. Aos 27, Luizão subiu entre três marcadores após cobrança de escanteio e abriu o placar; aos 43, Melk aproveitou sobra na área para ampliar. Marlon Douglas descontou nos acréscimos, sem evitar a derrota por 2 a 1.
Individualmente, deficiências coletivas ficaram evidentes: Kayky mostrou dificuldades na marcação e na saída de jogo; Zé Gabriel teve disposição física, mas contribuição técnica limitada na construção; Juan Alano não repetiu atuações recentes atuando aberto pela esquerda; Barletta teve participação discreta no retorno, e Clayson, acionado no decorrer da partida, apresentou baixa produtividade ofensiva.
Foi a terceira derrota seguida do Sport como visitante na Série B, após os reveses por 2 a 1 contra Avaí e Novorizontino. A sequência negativa, aliada ao distanciamento do grupo de acesso e à falta de progresso em campo, coloca a permanência de Dal Pozzo como principal pauta no clube. Mais do que os resultados, pesa a sensação de que o time continua enfrentando os mesmos problemas desde a chegada do treinador, e a simples troca de comando pode não ser suficiente para reverter a situação.



