O meia argentino afastou dúvidas sobre sua forma e foi decisivo na vitória. Aos 32 anos, ele prova que vai além da sombra de Messi na seleção.
Na estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026, realizada nesta terça-feira (16), o meia Rodrigo de Paul mostrou que está longe de ser apenas uma sombra de Lionel Messi. Com uma vitória convincente por 3 a 0 sobre a Argélia, De Paul se destacou como um dos pilares da equipe, dissipando quaisquer dúvidas sobre sua forma física e desempenho.
📖 Leia Também
Aos 32 anos, o jogador que se transferiu para o Inter Miami no meio de 2025 foi alvo de questionamentos quanto à sua continuidade na seleção argentina. No entanto, sua atuação na partida inaugural provou que ele continua sendo uma peça fundamental, tanto defensivamente quanto ofensivamente. De Paul foi agressivo nos duelos e desarmes, além de contribuir significativamente na criação de jogadas.
O meia argentino atuou com liberdade, flutuando pelo campo e se envolvendo em diversas ações. Em um jogo em que a Argélia se mostrou um adversário desafiador, De Paul se destacou por sua capacidade de se adaptar ao jogo e de participar ativamente da construção das jogadas. Ele atuou quase como um lateral-direito em momentos de ataque, permitindo que seus companheiros subissem e ocupassem os espaços.
Um dos pontos altos da sua performance foi na construção do primeiro gol de Messi, onde De Paul, com um passe preciso, conseguiu remover seis defensores da jogada, proporcionando a Messi a chance de abrir o placar. Além disso, ele também teve participação decisiva no terceiro gol, conectando-se com Lionel em um contra-ataque, demonstrando sua importância na dinâmica ofensiva da equipe.
Com quase 70 ações com a bola e uma impressionante taxa de 92% de passes certos, De Paul foi considerado o melhor jogador em campo, superando até mesmo Messi nesse quesito. Apesar de seu papel muitas vezes ser visto como o de ‘segurança’ de Messi, ele merece reconhecimento por sua contribuição ao time ao longo dos anos.
Desde que se tornou titular sob o comando de Lionel Scaloni em 2019, De Paul tem sido uma constante na seleção. Ele foi fundamental na conquista da Copa América em 2021, quando deu a assistência para o gol decisivo de Ángel Di María, e na Copa do Mundo de 2022, onde participou de todas as partidas do torneio, sendo substituído apenas três vezes.
Com a meta de buscar o tetracampeonato em 2026, Rodrigo de Paul tem tudo para continuar sendo uma peça-chave da Argentina, superando o rótulo de mero suporte a Messi. A seleção argentina volta a campo na próxima segunda-feira (22), para enfrentar a Áustria, antes de fechar a fase de grupos contra a Jordânia.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Frodrigo-de-paul-argentina-scaled.jpg)
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Frodrigo-de-paul-argentina-scaled.jpg)

