O clube fechou o 1º semestre de 2026 com déficit de R$ 246,039 milhões, bem acima do previsto no orçamento. Para reduzir o rombo, a diretoria aposta na negociação de atletas por cerca de €25 milhões.
São Paulo, SP, 01 – O Corinthians registrou déficit de R$ 246,039 milhões no primeiro semestre de 2026, valor superior aos R$ 138,028 milhões previstos no orçamento da temporada. Para tentar reduzir o rombo nas contas, o clube espera negociar 25 milhões de euros (R$ 149,16 milhões) em vendas de jogadores.
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Conforme discriminado em balancete publicado nesta terça-feira, 1, o aumento do déficit foi influenciado pelo parcelamento da premiação pela conquista da Copa do Brasil de 2025 e pelos impostos incidentes sobre o pagamento da dívida com o Santos Laguna, do México, relativa à contratação do zagueiro Félix Torres.
em razão da priorização do desempenho esportivo na Copa Libertadores e da estratégia de valorização dos ativos
O documento também aponta o não cumprimento da meta de arrecadar 12 milhões de dólares (cerca de R$ 75 milhões) por meio da negociação de atletas até março de 2026 e atribui a falha, conforme o trecho citado, à priorização do desempenho esportivo na Copa Libertadores e a uma estratégia de valorização dos ativos.
Dentro do plano de recomposição financeira, a diretoria mira principalmente vendas que somem 25 milhões de euros. Uma das alternativas mencionadas é a negociação do volante André, que recebeu proposta de 13,6 milhões de libras (R$ 95,5 milhões) para defender o Nottingham Forest, da Inglaterra. A eventual venda dele seria um dos caminhos para atingir a meta de receitas com transferências.
O balancete detalha também os compromissos pontuais que impactaram o caixa. A premiação prometida aos jogadores pela conquista da Copa do Brasil foi processada na folha de pagamento de janeiro de 2026 e liquidada de forma parcelada, um gasto que totalizou R$ 32,525 milhões. Além disso, os impostos cobrados sobre o acerto da dívida com o Santos Laguna ficaram na casa dos R$ 6 milhões.
Segundo o clube, esses efeitos, somados à falta de arrecadação via negociações de atletas, contingências e revisão contábil, resultaram em um déficit R$ 116.131 milhões maior que o projetado inicialmente. A dívida total do clube foi informada no balancete em torno de R$ 2,8 bilhões.
O cenário financeiro apresentado no relatório reforça a necessidade de operações de mercado na janela de transferências para equilibrar as contas ainda em 2026. A concretização das vendas anunciadas e o alcance da meta de 25 milhões de euros serão determinantes para a capacidade do clube de reduzir o déficit acumulado no semestre.
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