Uma parcela de cerca de R$ 8 milhões venceu na segunda, mas a diretoria não informou prazo para pagamento. É o segundo atraso seguido; em julho o clube sofreu transfer ban e as cobranças aumentaram.
O Corinthians atrasou o pagamento da sexta parcela do acordo homologado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. A parcela, no valor aproximado de R$ 8 milhões, venceu na última segunda-feira, e a diretoria do clube ainda não estipulou prazo para a quitação do débito.
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Este é o segundo atraso consecutivo do clube no cronograma do acordo: em julho o Corinthians já havia deixado de pagar a quinta parcela, que segue pendente e motivou a aplicação de um transfer ban pela CNRD. A situação reacendeu medidas de cobrança por parte dos credores e aumentou a pressão sobre o departamento financeiro alvinegro.
Diante do novo atraso, o Cuiabá — um dos principais credores no processo — pediu formalmente à CNRD a extensão da sanção que proíbe o registro de novos atletas. No pedido, o clube solicitou aplicação de uma nova punição pelo prazo de seis meses a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão mediante regularização, ou, subsidiariamente, a prorrogação da sanção vigente até o encerramento da janela de registros do início da temporada de 2027.
“Determine-se a extensão da sanção de proibição de registro de novos atletas, pelo prazo de seis meses, a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão mediante regularização, nos termos do item 90 da Ordem Processual nº 3, ou, subsidiariamente, prorrogue a sanção vigente, no mínimo, até o encerramento da janela de registros do início da temporada de 2027”.
Até a publicação desta reportagem, a CNRD não se manifestou sobre o pedido do Cuiabá. Caso a extensão seja aplicada, o clube sofreria novo impedimento para registrar atletas, o que afetaria diretamente o planejamento esportivo e a montagem do elenco para 2027.
Além do pedido do Cuiabá, o Corinthians já enfrenta outras duas sanções impostas pela Fifa. A primeira decorre de dívida com o Philadelphia Union, pelos direitos do volante José Martínez, e mantém o clube impedido de registrar jogadores há mais de 150 dias. A segunda refere-se ao atraso no pagamento da terceira parcela do acordo com o Midtjylland, da Dinamarca, pela contratação do volante Charles: o débito é de 1 milhão de euros, cerca de R$ 6 milhões.
O acordo coletivo firmado na CNRD havia sido homologado em abril do ano passado e prevê o pagamento total de R$ 76 milhões, dividido em parcelas com vencimento trimestral ao longo de seis anos. Conforme estabelecido no plano, 80% de cada parcela paga são destinados ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes servem para quitar honorários advocatícios.
Não é a primeira vez que o clube atrasa prestações desse plano: nas duas primeiras parcelas o pagamento ocorreu após o vencimento, com a diretoria entendendo que o prazo de cinco dias para comprovação permitiria a quitação dentro desse intervalo. Ainda assim, a CNRD aplicou um transfer ban logo após o atraso e manteve a proibição mesmo depois de o clube comprovar o pagamento no dia seguinte à punição, situação que resultou em impedimento de registros por cerca de três meses. Osmar Stabile é presidente do Corinthians desde o meio de 2025.



