Mesmo com 20+ finalizações e amplo domínio sobre a Chapecoense, o Botafogo venceu só por 1 a 0. A eficácia ofensiva caiu no returno, apesar de ter sido o 2º melhor ataque; lançou a camisa 4 pelo Outubro Rosa.
Botafogo lança camisa 4 em alusão ao Outubro Rosa. O placar magro da vitória do Botafogo sobre a Chapecoense, no último sábado, não refletiu o volume de jogo criado pela equipe de Tite. Apesar do triunfo por 1 a 0, o clube carioca somou mais de 20 finalizações e teve domínio amplo da partida, segundo avaliação do treinador.
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Os números apontam para uma queda significativa na eficácia ofensiva do time ao longo da temporada. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Botafogo teve o segundo melhor ataque, ao lado do Palmeiras, e também a menor média de finalizações por gol entre as 20 equipes. No período inicial foram registradas 237 finalizações e 33 gols marcados, resultado em média de 7,18 chutes por gol. Em comparação, o Flamengo apresentou 259 finalizações e 36 gols, média de 7,19 finalizações por gol.
O cenário mudou no returno. Com sete jogos restantes no Brasileirão, o clube carioca tem 11 gols marcados até aqui no returno, mas com aproveitamento inferior. Mesmo subindo no ranking de clubes com mais finalizações, do 11º para o 5º lugar, o Botafogo apresentou queda drástica na efetividade: foram necessárias 188 finalizações para chegar aos 11 gols, média de 17,09 chutes por gol, colocando a equipe como vice-lanterna nesse indicador. A única marca pior no returno é a do Bragantino, com dez gols e média de 21,30 finalizações por gol.
Na partida contra a Chapecoense, além do placar mínimo, o Botafogo teve 21 finalizações, 14 delas no alvo do goleiro Anderson. O técnico Tite exaltou o desempenho da equipe e apontou ajustes necessários para aumentar a eficiência ofensiva.
Tu falou de predominância nossa, tivemos oportunidades reais. O goleiro adversário fez uma grande partida. Teve um volume muito grande, senão 80% do jogo. Mas, quando não faz o segundo gol, fica sempre o sentido de “será?” Mas o time se manteve concentrado. A saída alternada a três atrás foi importante. O Ziyech está buscando melhor condicionamento e tu traz Medina com muita dinâmica. É uma equipe nova, mas, se mantiver desempenho que é dominante em três quartos do jogo, está sempre perto de vencer. Mesmo buscando ajustes.
A vitória registrou o primeiro gol de Tiquinho Soares no retorno ao clube e encerrou um jejum: o Botafogo passou três meses sem marcar gols com atacantes. A busca por maior aproveitamento nas chances criadas será tema central nas próximas semanas da equipe.
O Botafogo volta a campo no próximo sábado, às 16h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Internacional no Beira-Rio. A partida é válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro e será mais uma oportunidade para o time tentar transformar volume ofensivo em maior número de gols.



