O Conselho Consultivo do São Paulo Futebol Clube manifestou posições opostas diante de dois episódios recentes envolvendo a presidência do clube. Parte do grupo solicitou a saída de Harry Massis, presidente desde janeiro, após denúncias ligarem sua filha à venda de ingressos de camarotes. Um mês antes, o mesmo órgão havia entendido que Julio Casares não deveria renunciar, mesmo após suspeitas sobre a comercialização de um camarote instalado em frente à sala da presidência no MorumBis.
Casares, que à época já enfrentava acusações de depósitos em dinheiro vivo em sua conta bancária, acabou renunciando ao cargo. Antes da decisão, o Conselho Deliberativo julgou procedente o pedido de afastamento.
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No caso de Massis, não há indícios de participação direta nas supostas irregularidades. As acusações concentram-se exclusivamente na filha do dirigente. Conselheiros favoráveis à permanência de Massis defendem que não existe motivo para responsabilizá-lo por atos de terceiros.
Durante a primeira reunião anual do Conselho Consultivo, realizada há um mês, um conselheiro chegou a questionar a capacidade de Massis, de 80 anos, assumir a presidência em caso de saída de Casares. No entanto, aliados do atual mandatário destacam que o ambiente interno se estabilizou desde sua posse e apontam a presença de 11 atletas formados em Cotia no elenco principal como sinal de continuidade do trabalho nas categorias de base.
Com idade equivalente à do Presidente da República, Massis segue à frente do São Paulo até o fim do mandato, previsto para dezembro de 2026, sem que pese contra ele qualquer acusação formal.

