O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu manter o combinado nórdico restrito aos homens na próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, marcada para Milano Cortina, em 2026. A deliberação confirma que, mais de cem anos após a estreia da modalidade em Chamonix-1924, a disputa seguirá sem participação feminina.
De acordo com o programa oficial, a competição contará com três provas, todas voltadas ao gênero masculino: Gundersen Individual – pista normal/10 km, Gundersen Individual – pista longa/10 km e Sprint por Equipe. Com isso, em 2026 apenas atletas homens brigarão por medalhas no combinado nórdico.
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A decisão contraria a expectativa gerada após os Jogos de Pequim-2022, quando federações e atletas solicitaram a inclusão feminina já para 2026. O COI optou por adiar a análise e afirmou que voltará a avaliar o pedido para a edição de 2030.
Desde 2020, o combinado nórdico feminino possui circuito de Copa do Mundo e Campeonatos Mundiais, com número crescente de participantes e desempenho considerado tecnicamente equivalente ao dos homens, segundo federações internacionais.
No quadro geral dos Jogos de 2026, a distribuição prevista é de 47% de mulheres e 53% de homens. Especialistas avaliam que a entrada da prova feminina no combinado nórdico permitiria atingir a paridade total, alinhando o evento ao discurso de igualdade propagado pelo movimento olímpico.
No Brasil, esportes de inverno têm pouca difusão por fatores climáticos, mas entidades e atletas nacionais acompanham o debate, que expõe a persistência de barreiras de gênero em diferentes modalidades esportivas.


