Hinestroza não emplacou no Vasco e atrai clubes sul-americanos. Apesar do interesse, a diretoria segura o atacante, que tem contrato até 2029.
Marino Hinestroza, atacante de 23 anos, ainda não conseguiu se firmar no Vasco e, neste momento, desperta o interesse de clubes do mercado sul-americano para a próxima janela de transferências. Apesar das especulações, a diretoria do clube não planeja se desfazer do jogador, que teve seu valor de transferência em torno de R$ 30 milhões no início do ano. O contrato de Hinestroza se estende até o fim de 2029.
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A relação do colombiano com a torcida tem sido conturbada, especialmente após os xingamentos e as cobranças intensas que ocorreram na porta do CT, no final de maio. Além disso, fontes internas revelaram um desgaste na relação com o treinador Renato Gaúcho, que envolve não apenas Hinestroza, mas também os outros colombianos do elenco: Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas.
Esse desgaste começou em abril, após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo, quando Renato mencionou a dificuldade de adaptação de atletas da Colômbia e do Equador ao futebol brasileiro. O treinador comentou que somente autorizaria a contratação de jogadores dessas nacionalidades caso eles já tivessem experiência prévia em outros clubes do Brasil. As declarações não foram bem recebidas, considerando que o grupo mantém uma boa relação com os colombianos.
Marino enfrenta dificuldades para se estabelecer no time titular, ocupando a ponta direita. Até o momento, ele atuou em 18 partidas pelo Vasco, mas não conseguiu contribuir com gols. A avaliação da comissão técnica é de que o atleta foi mal administrado em sua chegada ao clube. Marino chegou fora de forma e teve dificuldades para se adaptar às metodologias de treinamentos de Fernando Diniz, entrando em campo antes do que o departamento médico considerava ideal.
A contratação de Hinestroza foi anunciada em 27 de janeiro, e ele fez sua estreia em 2 de fevereiro. A decisão de utilizá-lo rapidamente foi considerada precipitada pela diretoria, assim como ocorreu com o atacante Brenner, ambos retornando de longos períodos de férias. Sem ritmo de jogo inicial e com a confiança em baixa, Marino também sentiu a pressão de ser o substituto imediato de Rayan, que era um dos principais jogadores do time. As expectativas eram altas, mas o colombiano não conseguiu corresponder a elas até o momento.



