Emprestado pelo Cerro Porteño, o atacante Chico da Costa afirmou que a organização interna do Mirassol foi determinante para a classificação do clube à fase de grupos da Conmebol Libertadores de 2026. É a primeira participação do time paulista na elite do torneio continental e acontece justamente no ano do centenário da agremiação.
“Cheguei e encontrei tudo funcionando. A estrutura me surpreendeu positivamente e é uma das razões de o clube estar onde está”, disse o camisa 91 em entrevista ao programa Fala Aí!, do Canal UOL.
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Campanha inédita
Em sua temporada de estreia na Série A, o Leão Caipira garantiu lugar no G4 e assegurou a vaga direta na Libertadores. Chico contribuiu com seis gols em 20 partidas, desempenho que reforçou seu desejo de permanecer em definitivo no interior paulista.
Retorno ao Brasil
Nascido em Taquari (RS), o atacante passou nove anos atuando em clubes da América do Sul antes de aceitar a proposta do Mirassol. “A saudade do Brasil bateu forte. Quando vi o projeto e a campanha, percebi que era um clube sério”, relatou. Segundo ele, o diretor Paulinho precisou viajar ao Paraguai para convencer o presidente do Cerro Porteño a liberar o empréstimo.
Talismã guardado
Chico ficou conhecido na Bolívia por levar um boneco do personagem Chucky como amuleto durante a campanha do título nacional do Bolívar, coroada com vitória de 3 a 0 sobre o The Strongest — partida em que marcou dois gols. O atacante, porém, disse que o boneco permanece guardado em casa e não será levado ao Mirassol.
Laços antigos com Léo Ortiz
Revelado na base do Grêmio e profissionalizado no Athletico-PR, Chico dividiu quadra de futsal em Porto Alegre com o zagueiro Léo Ortiz, sob comando de André Jardine — hoje técnico do América do México e campeão olímpico com a seleção brasileira. Os dois voltam a se enfrentar no próximo domingo, quando o Flamengo visita o Mirassol na rodada final do Brasileirão.
Ao falar do reencontro, o atacante recordou: “Jogamos futsal juntos no Gaúcho. O pai dele era craque na posição de pivô. Já nos cruzamos na Bolívia e no Maracanã, e agora será aqui, em Mirassol”.
Com a classificação assegurada e o centenário em curso, o Mirassol encerra a temporada mirando a manutenção de sua base para disputar a Libertadores pela primeira vez em 2026.


