A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou mudanças nas regras do Campeonato Brasileiro para reduzir a cera e aumentar o tempo efetivo de jogo. As novas diretrizes entram em vigor na próxima rodada e incluem punições mais severas para atrasos em tiros de meta, laterais e reposições de goleiro, além de medidas para acelerar substituições e atendimentos médicos.
A iniciativa não é inédita, mas ganha impulso após as lições da Copa do Mundo de 2026, quando ficou evidente a eficácia de ações para reduzir o tempo perdido. No torneio, os tiros de meta caíram de uma média de 22 segundos, em 2022, para 12 segundos em 2026; os laterais, de 11 para seis segundos; as faltas, de dez para sete; e a reposição do goleiro após defesa com as mãos, de dez para quatro segundos.
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Apesar disso, a Copa não converteu o tempo economizado em aumento proporcional de bola rolando. Um levantamento apontou média de 33,4 minutos de bola parada em 2026, ante 37,7 minutos na edição anterior — economia de 4,3 minutos. O tempo de bola rolando ficou praticamente estável: 63,2 minutos em 2026 contra 63,7 em 2022.
As medidas da CBF se baseiam nesse modelo, mas o desafio é grande. No Campeonato Brasileiro, o tempo médio de bola rolando em 2026 foi de apenas 52 minutos e 54 segundos, bem abaixo do registrado na Copa — o que evidencia o espaço para melhorias no torneio nacional.
Pelas novas regras, os goleiros terão limite de oito segundos com a bola nas mãos; se ultrapassarem, a punição será um escanteio para o adversário. O árbitro também poderá iniciar uma contagem regressiva de cinco segundos quando notar tentativas deliberadas de retardar cobranças de laterais e tiros de meta, com o objetivo de coibir a cera e tornar o jogo mais fluido.



