O Ceará Sporting Club emitiu, na noite de sexta-feira (12), uma nota de repúdio após o meia Moisés, 15 anos, ter sido alvo de injúria racial durante a final da Supercopa Seromo Sub-15, contra o Fortaleza, em Itaitinga (CE).
De acordo com o comunicado, o episódio ocorreu na disputa de pênaltis, quando um jogador do Fortaleza, cuja identidade não foi revelada por ser menor de idade, chamou o atleta alvinegro de “macaco”.
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O Ceará informou que vai protocolar uma notícia de infração no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJD-CE) e colocou seu departamento jurídico à disposição do jogador e da família.
Manifestação da comissão técnica
No Instagram, o técnico Cortez, que comanda o elenco sub-15 alvinegro, reforçou o repúdio ao ato. “Racismo não passará e respeito é inegociável dentro e fora de campo”, escreveu o treinador, acrescentando que o atleta “não está sozinho” e que “sua cor é motivo de orgulho”.
Silêncio do rival
Até a publicação desta reportagem, o Fortaleza não havia se pronunciado sobre o caso. O texto será atualizado caso o clube emita posicionamento oficial.
Outro episódio em 2025
O incidente não é isolado. Em novembro, pela Copa do Brasil Sub-20, o são-paulino Djhordney acusou o jogador Rocco, do Fortaleza, de injúria racial durante o primeiro tempo do confronto eliminatório. Na ocasião, o árbitro Paulo Vitor de Lima Pereira aplicou o protocolo antirracista da FIFA, mas o atleta leonino não recebeu cartão e foi substituído no intervalo.
O Ceará encerrou a nota destacando ser “conduta inaceitável em qualquer ambiente da sociedade” e reiterou o compromisso de combater o racismo no esporte.

