Ancelotti abriu testes no gol ao deixar Alisson de fora dos amistosos. Em Townsville, Hugo Souza foi criticado por falha em cobrança e dificuldades nas bolas aéreas; quatro dias depois Otávio estreou como titular.
A CBF abriu uma fase de testes para a posição de goleiro da seleção brasileira, e os primeiros dois exames renderam críticas e questionamentos sobre a proteção da meta. Carlo Ancelotti passou a observar alternativas após deixar Alisson fora dos amistosos contra a Austrália.
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No empate por 1 a 1 em Townsville, na última sexta-feira, 25, Hugo Souza teve atuação marcada por críticas após sofrer o gol de falta convertido por Nestory Irankunda e por dificuldades nas bolas aéreas durante a partida. Quatro dias depois, em Brisbane, Otávio recebeu a primeira oportunidade como titular e viu a Austrália marcar duas vezes ainda no primeiro tempo, com gols de Alessandro Circati e Connor Metcalfe. Ambos os lances colocaram o goleiro cruzeirense no centro de críticas.
Os testes acontecem justamente no início do ciclo para 2030, tendo em vista que Ancelotti decidiu observar novos nomes para a posição. Além de Hugo Souza e Otávio, Pedro Morisco, do Coritiba, também foi convocado para os amistosos desta Data Fifa. Alisson, do Liverpool, então ficou de fora.
Os números históricos de desempenho da seleção com e sem Alisson, no entanto, reforçam a relevância do goleiro nos últimos anos. Desde a estreia do jogador pela seleção principal, em 13 de outubro de 2015, há uma diferença clara nas médias de gols sofridos por partida.
Brasil em gols sofridos desde estreia de Alisson
- Com Alisson: 83 jogos, 40 gols sofridos. Média de 0,48 gols sofridos por jogo
- Sem Alisson: 56 jogos, 52 gols sofridos. Média de 0,93 gols sofridos por jogo
A comparação mostra que a média de gols sofridos pela seleção quase dobra na ausência de Alisson. Os dados são apresentados sem conclusão unânime sobre causalidade, mas funcionam como parâmetro para a avaliação da segurança defensiva com diferentes opções no gol.
O processo de testes segue na próxima convocação, com a comissão técnica acompanhando o desempenho de Hugo Souza, Otávio e Pedro Morisco em campo. A disputa pela vaga na meta permanecerá como um dos temas centrais do trabalho para o ciclo que antecede 2030, enquanto a seleção busca estabilidade no sistema defensivo.

