Ricardo Gluck Paul, vice da CBF, diz que novo Fair Play Financeiro entra na fase de aplicação e cobra eficácia nas punições. O maior desafio é garantir o funcionamento da ANRESF, responsável pela fiscalização.
O novo Fair Play Financeiro do futebol brasileiro entra na fase de aplicação das regras, conforme a avaliação de Ricardo Gluck Paul, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF). Ele destaca que o principal desafio neste momento é o funcionamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), encarregada de fiscalizar o cumprimento das normas de sustentabilidade financeira dos clubes.
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Gluck Paul menciona que no ano anterior a discussão era sobre a necessidade de implementar o Fair Play, já que o Brasil era um dos poucos países que ainda não possuía esse sistema. Ele faz uma analogia, afirmando que o Brasil estava como o Titanic após o impacto com o iceberg, e agora é necessário agir rapidamente.
Com as regras já estabelecidas e a estrutura de fiscalização em funcionamento, a expectativa do dirigente é que o novo mecanismo comece a ter efeitos concretos sobre os clubes. Gluck Paul enfatiza que a ANRESF precisa operar efetivamente, pois as normas são robustas e inspiradas nas melhores práticas internacionais, além de algumas adaptações locais.
A ANRESF, presidida por Caio Rezende, foi criada com a participação de Gluck Paul, que demonstra confiança na equipe responsável pela fiscalização. No entanto, ele alerta que o sistema será testado quando as punições mais severas começarem a ser aplicadas, como perda de pontos, rebaixamento e proibição de transferências.
“A agência vai ser testada, pode ter certeza, porque na hora que ela começar a tirar ponto, rebaixar clube, transfer ban, pode haver judicialização, como já ocorreu no passado com a UEFA e a Premier League”, disse Gluck Paul. Apesar da possibilidade de resistência dos clubes, ele confia no trabalho que vem sendo desenvolvido pela ANRESF. Gluck Paul acredita que as pessoas envolvidas no projeto são fundamentais para o sucesso do sistema.
“Ela vem se fortalecendo e eu confio muito. Sou um cara que gosto de confiar mais nas pessoas do que nas instituições, em quem está por trás. A agência tem pessoas extremamente capacitadas, dedicadas, para fazer funcionar.”
Ricardo Gluck Paul reafirma que as regras já estão estabelecidas e que é crucial que a ANRESF atue de forma eficaz para garantir a sustentabilidade financeira dos clubes no Brasil.



