A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) aplicou uma suspensão de três etapas à atleta brasileira após declarações críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo.
Diferente do episódio de anos atrás, onde a punição ficou no campo da advertência no Brasil, desta vez a entidade máxima do voleibol mundial decidiu ser mais rigorosa, alegando descumprimento reiterado do código de ética que proíbe manifestações de cunho político em pódios e entrevistas oficiais.
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O que causou a suspensão?
- O Episódio: Durante uma entrevista oficial após uma vitória em etapa recente, Carol utilizou o microfone para criticar a postura de Jair Bolsonaro em relação a temas sociais e ambientais, repetindo o teor de protestos anteriores.
- A Reincidência: A FIVB destacou que a atleta já havia sido notificada anteriormente sobre as regras de neutralidade política da entidade (Regra 50 da Carta Olímpica, que serve de base para as federações).
- A Sentença: Afastamento imediato das próximas três etapas do Circuito Mundial, o que prejudica significativamente a pontuação da dupla na corrida pelo ranking.
Repercussão e Defesa
A decisão dividiu opiniões no cenário esportivo:
- Defesa da Atleta: Carol Solberg e sua equipe jurídica argumentam que a punição fere a liberdade de expressãoe que atletas devem ter o direito de usar sua voz para causas sociais e políticas fora do momento estrito da competição.
- Entidades Esportivas: A FIVB e o COI defendem que o campo de jogo deve ser um espaço de união, livre de divisões políticas que possam alienar o público ou patrocinadores.
- Apoio nas Redes: Grupos de ativistas e outros atletas iniciaram uma campanha de apoio à jogadora, utilizando a hashtag #LiberdadeNoEsporte.
Impacto na Carreira
Com a suspensão, Carol e sua parceira perdem pontos cruciais na temporada de 2026. A defesa da jogadora já anunciou que irá recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, para tentar anular a decisão ou converter a suspensão em multa.

