A eliminação da Itália para a Bósnia na repescagem das Eliminatórias deixou o país fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. O ex-técnico Fabio Capello, 79 anos, disse que passou a noite em claro após o revés e descreveu o episódio como “uma vergonha” e “uma tragédia esportiva”.
Em entrevista ao jornal espanhol Marca, Capello afirmou que o futebol italiano necessita de uma reformulação de base e apontou o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, como o primeiro que deveria deixar o cargo:
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“Aqui não se demite ninguém, e isso é o mais preocupante. A primeira pessoa que deve assumir a responsabilidade é o presidente da federação, juntamente com toda a diretoria.”
O ex-comandante de Milan e Real Madrid defendeu a criação de um grupo de especialistas para analisar as causas do fracasso e iniciar um processo de reconstrução estrutural:
“Será muito difícil nos recuperarmos disso, mas acredito que servirá para iniciar uma verdadeira renovação. A Itália precisa se reinventar.”
Capello comparou o sentimento nacional após a derrota a um período de luto: “Para um país tão apaixonado por futebol, é muito duro assimilar o fato de ficar fora pela terceira vez.”


Imagem: Internet
Impacto esportivo e financeiro
Com o novo tropeço, a Azzurra tornou-se a primeira seleção campeã mundial a ficar ausente de três Copas seguidas. A federação italiana estima perdas de até 30 milhões de euros em receitas, enquanto a imprensa internacional classificou o resultado como “fracasso total”.
Dentro do elenco, o técnico Gennaro Gattuso chorou após a partida e disse que o grupo está “ferido” e não merecia a eliminação.

