Longe de casa, a estudante Maira Robalo acompanha cada jogo de Cabo Verde na Copa do Mundo. Natural da ilha de Santiago, ela chegou ao Brasil em 2025 e vive a emoção do momento inédito do país.
A trajetória inédita de Cabo Verde na Copa do Mundo tem mobilizado torcedores mesmo fora do país. Em Palmas, no Tocantins, a estudante cabo-verdiana Maira Robalo acompanha de perto cada jogo e vive a emoção da estreia histórica da seleção na competição.
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Natural da ilha de Santiago, Maira se mudou para a capital tocantinense em fevereiro de 2025 para estudar. Em entrevista, ela relembra os desafios da chegada ao Brasil.
— No início, a adaptação foi um pouco difícil. Foi a primeira vez que saí de casa e fiquei longe da minha família, do meu país e da minha rotina. Com o tempo fui me ajustando e hoje, depois de mais de um ano aqui, já me sinto mais acostumada à vida no Brasil.
Mesmo longe de casa, ela não deixa de acompanhar a seleção e destaca o impacto da participação na Copa para o país.
— Aqui no Brasil, principalmente onde eu moro, muitas pessoas ainda não conhecem Cabo Verde. Muitas vezes perguntam de onde eu sou e, quando respondo, algumas pessoas nem sabem onde fica o país ou confundem com outros lugares. Por isso, ver Cabo Verde na Copa representa muito mais do que futebol.
Dentro de campo, Cabo Verde vem surpreendendo. Na estreia, a equipe segurou um empate em 0 a 0 contra a Espanha, uma das favoritas ao título e atual campeã da Eurocopa. O destaque da partida foi o goleiro Vozinha.
— Antes do jogo, muitas pessoas diziam que Cabo Verde não teria chances, que seria goleado e que o resultado já estava decidido. Mas eu sempre mantive a fé na nossa seleção.
Na segunda rodada, Cabo Verde empatou em 2 a 2 com o Uruguai, marcando seus primeiros gols em Copas e mantendo vivas as chances de classificação. O desempenho reforçou um movimento entre os cabo-verdianos, resumido na frase “1% de chance e 99% de fé”, símbolo da confiança e do orgulho nacional.
— O maior orgulho que sinto ao ver Cabo Verde jogar não é apenas pelos resultados, mas pelo significado que isso tem para nós. É sentir que o nosso país está sendo visto, que a nossa bandeira está sendo representada e que o mundo está conhecendo um pouco mais da nossa história e da nossa cultura — finaliza Maira.
Cabo Verde ocupa a terceira colocação do Grupo H, que conta com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. A equipe africana volta a campo nesta sexta-feira (26), contra os sauditas, e pode garantir uma classificação histórica para a segunda fase da Copa do Mundo.


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