O ex-tenista sueco Björn Borg, de 69 anos, revelou ter enfrentado vício em cocaína, duas overdoses e um câncer de próstata em sua recém-lançada autobiografia Hjärtslag (“Pulso”, em sueco). O livro de 294 páginas, escrito em parceria com a atual esposa, Patricia Borg, chegou às livrarias nesta quinta-feira (18).
Início do consumo
Borg conta que experimentou cocaína pela primeira vez em 1980, na discoteca Studio 54, em Nova York, e relatou ter sentido “uma energia incrível” logo após o uso. “Fiquei viciado imediatamente”, diz o ex-número 1 do tênis mundial, que passou 109 semanas no topo do ranking antes de se aposentar aos 26 anos.
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Escalada do vício em Milão
O consumo aumentou quando Borg vivia em Milão e era casado com a cantora italiana Loredana Bertè. “Estávamos em companhia errada, com drogas e pílulas ao alcance. Eu vivia na mais profunda escuridão”, relata.
Duas overdoses
O sueco descreve duas overdoses por cocaína. A primeira ocorreu em 1989, na Itália, “de forma acidental”, segundo ele, sem relação com tentativa de suicídio. A segunda se deu em 1996, na Holanda; Borg desmaiou numa ponte e acordou em um hospital, onde viu o pai ao seu lado. “Fiquei envergonhado feito um cachorro”, lembra.
Diagnóstico de câncer
No livro, Borg revela ainda que desde 2023 convive com um câncer de próstata. Ele afirma ter passado por cirurgia para evitar a disseminação da doença: “Eu teria morrido se não tivesse operado”.
Conhecido como “Homem de Gelo” pela tranquilidade nas quadras, o campeão de 11 títulos de Grand Slam declara sentir-se “mais leve” após tornar públicos os episódios mais obscuros de sua vida.

