Francesco Bagnaia afirmou que permanecer em uma estrutura satélite da Ducati não está nos seus planos para a próxima etapa da carreira. O contrato do italiano com a equipe de fábrica termina no fim desta temporada, e o futuro do bicampeão ainda é incerto em meio às grandes mudanças previstas para a MotoGP.
Embora exista a hipótese de o piloto de 29 anos migrar para a VR46, chefiada por Valentino Rossi, Bagnaia reforçou que seu objetivo é continuar em uma equipe oficial. “Acredito que sou um piloto de ponta, então minhas ambições devem sempre me levar a ficar na frente”, declarou. “Há muitas oportunidades, e o bom trabalho que fiz nos últimos anos certamente ajuda, mas tomarei a decisão certa sem pressa.”
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Mercado em transformação
O grid da MotoGP deve passar por ampla reformulação já no próximo ano. Entre os movimentos especulados, Pedro Acosta pode desembarcar na Ducati, Fabio Quartararo é cotado na Honda e Jorge Martín aparece como favorito à vaga do francês na Yamaha. Álex Márquez, vice-campeão do ano passado, estaria próximo de um acerto com a equipe oficial da KTM. Marc Márquez é o único nome de destaque que, ao que tudo indica, permanecerá onde está.
Mesmo diante desse cenário, Bagnaia ainda vislumbra um lugar de fábrica em 2027, temporada que marcará a estreia dos motores de 850 cc e da padronização de especificações entre pilotos de cada fabricante. “Na mesa à minha frente, tenho grandes oportunidades e decidirei muito em breve”, comentou o italiano.
Temporada turbulenta em 2025
Bagnaia sofreu para se adaptar à GP25, mas conseguiu vencer dois Grandes Prêmios e duas corridas sprint. Apesar dos resultados, ele reconhece que a velocidade do mercado impede uma avaliação prolongada de desempenho. “Estamos vivendo em um mundo super rápido, então você precisa ser rápido. Você é lembrado pelas últimas corridas que faz”, disse. Para o piloto, os acordos fechados cada vez mais cedo são “normais e corretos”.


