A direção do Australian Open saiu em defesa da presença de câmeras nos corredores e áreas internas de Melbourne Park após a norte-americana Coco Gauff, número 3 do ranking mundial, quebrar a raquete e criticar a exposição durante o torneio.
Em comunicado divulgado depois da divulgação do vídeo, em 27 de janeiro de 2026, a Tennis Australia afirmou que as filmagens “aproximam os fãs dos atletas e ajudam a construir suas marcas”. Segundo a entidade, outros torneios de Grand Slam concedem acesso menor a essas áreas, mas a organização australiana busca “equilibrar a exibição da personalidade e do talento dos jogadores com conforto e privacidade”. A federação informou ainda que pretende discutir o tema diretamente com os tenistas.
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Reação de outros jogadores
As queixas de Gauff encontraram apoio imediato. A polonesa Iga Swiatek, a norte-americana Jessica Pegula e o sérvio Novak Djokovic, dono de 24 títulos de torneios maiores, manifestaram incômodo semelhante. Eliminada nas quartas de final, Swiatek disse sentir-se “vigiada como um animal em zoológico” diante da quantidade de câmeras nos bastidores.
Posicionamento da WTA
A WTA divulgou nota em que declara “total apoio” às atletas e cobra dos organizadores e das emissoras “respeito maior à privacidade”, além de espaço reservado para a recuperação pós-jogo. A associação defendeu também diálogo permanente entre jogadoras e organizadores para definir regras claras.
O debate tomou as redes sociais depois que o canal TNT Sports publicou as imagens da frustração de Gauff, impulsionando a discussão sobre o limite entre entretenimento e privacidade em eventos de grande porte.

