Após o 1 a 1 no Mineirão, o treinador lamentou que a equipe dominou o clássico sem transformar chances em vantagem. Ele exige mais presença ofensiva e finalizações eficientes para o jogo de volta.
O Cruzeiro deixou o Mineirão com a sensação de ter controlado o clássico contra o Atlético-MG, mas sem conseguir transformar esse domínio em vantagem clara. Após o empate por 1 a 1, o treinador Artur Jorge apontou a falta de agressividade perto do gol como o principal problema a ser corrigido antes da decisão das quartas de final da Copa do Brasil.
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“Fomos uma equipe dominadora”
O português expressou frustração com o resultado, ressaltando que o empate acabou sendo mais favorável ao Atlético, que manteve a disputa aberta e levará a decisão para a Arena MRV. No Mineirão, diante de mais de 59 mil torcedores, o Cruzeiro teve iniciativa e encontrou um adversário preocupado em proteger seu próprio campo. Esse domínio territorial, entretanto, resultou em poucas finalizações realmente perigosas.
A crítica de Artur Jorge concentrou-se na forma como a equipe utilizou a bola: em momentos decisivos, o time diminuiu a velocidade quando o clássico exigia intensidade, aproximação e presença dentro da área adversária. Também foram apontados episódios de displicência defensiva. O lance do gol atleticano saiu após o Cruzeiro perder a posse duas vezes; Cuello aproveitou o espaço, encontrou Renan Lodi, e o lateral marcou o gol que anulou rapidamente a vantagem construída por Keny Arroyo.
Keny Arroyo havia aberto o placar aos 14 minutos do segundo tempo, com um chute forte de fora da área. O gol parecia oferecer ao Cruzeiro a chance de pressionar um rival obrigado a se expor, mas dez minutos depois o Atlético empatou e recuperou o controle emocional do confronto.
A cobrança do treinador deixou claro o tom no vestiário: não basta controlar o meio-campo ou manter mais tempo com a bola. Na Arena MRV, a Raposa precisará acelerar as jogadas, ocupar a área e converter a superioridade territorial em oportunidades claras e em gols. Uma vitória simples garante a vaga na semifinal; qualquer nova igualdade levará a decisão para os pênaltis.
O resultado também acende um alerta por repetir um roteiro recente: nas oitavas de final da Libertadores, o Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Flamengo no primeiro jogo, disputado em casa, e acabou eliminado depois de perder a partida de volta por 2 a 1. Artur Jorge evitou classificar o empate com o Atlético como um resultado ruim, mas reconheceu que a equipe não tem alternativa senão, na casa do rival, jogar para vencer.
AGENDA DO CRUZEIRO
- Sábado, 29 — Visita ao Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. (Confronto servirá para testes táticos e gestão de desgaste)
- Terça-feira, 1º de setembro, às 21h — Jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, na Arena MRV.
Depois de não aproveitar a oportunidade de abrir vantagem no Mineirão, o Cruzeiro entrará na Arena MRV pressionado a provar que seu domínio pode finalmente gerar o que faltou no primeiro clássico: gols e eficiência dentro da área adversária.
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