Após quase cinco meses parado por lesão no punho, Alcaraz retornou ao circuito e admite ter sofrido com a incerteza sobre a volta. O espanhol diz que enfrentou pensamentos invasivos ao retomar os treinos.
Carlos Alcaraz está de volta ao circuito, mas revelou que o caminho até o retorno foi mais difícil do que o esperado. O atual campeão do US Open disse que a maior dificuldade durante os quase cinco meses afastado por uma lesão no punho foi lidar com a incerteza sobre quando poderia voltar a competir.
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O relato do tenista sobre a recuperação
Quando comecei a treinar um pouco, foi difícil lidar com a parte mental, pois eu não sabia se estaria pronto para Cincinnati ou para o US Open, ou se perderia toda a série de torneios nos EUA
— disse o espanhol.
Os primeiros momentos de volta às quadras
Segundo a narrativa sobre a recuperação, os primeiros momentos foram especialmente complicados. Sem poder utilizar o braço direito normalmente, o tenista precisou reduzir drasticamente suas atividades e passou mais tempo em casa, ao lado da família e dos amigos, enquanto fazia o trabalho de reabilitação.
Meu objetivo era tentar recuperar a saúde o mais rápido possível e evitar perder mais competições. Por isso, diria que os pensamentos intrusivos foram a parte mais difícil de lidar nesse processo
— completou.
Alcaraz, de 23 anos, perdeu boa parte da temporada de saibro por causa da lesão e também ficou fora de Roland Garros e Wimbledon. O retorno competitivo aconteceu nesta semana, em Nova York, em uma partida de duplas mistas ao lado da americana Serena Williams. A participação nas duplas serviu como primeiro contato com a competição após o período de recuperação e como preparação para o desafio seguinte.
Agora, o desafio é maior: defender o título de simples do US Open. Como cabeça de chave número 2, Alcaraz estreia contra o russo Roman Safiullin, número 98 do mundo. No caminho até uma possível semifinal, o caminho pode envolver confrontos com jogadores como Arthur Fils, Ben Shelton, Novak Djokovic e Daniil Medvedev, nomes destacados entre os potenciais adversários.
O espanhol chega ao torneio com pouco ritmo de partidas, mas mantém a expectativa de disputar novamente o título em Nova York. Em janeiro, ele conquistou o Australian Open e alcançou o sétimo Grand Slam da carreira, resultado que segue como referência para a temporada.
Preciso confiar na minha equipe, nas pessoas ao meu redor que me dizem que vai dar tudo certo. Estou tentando deixar qualquer medo de lado e jogando normalmente
O contexto físico e mental da recuperação será observado ao longo do torneio, enquanto Alcaraz tenta conciliar confiança, suporte da equipe e a necessidade de ritmo de jogo para buscar a defesa do título.


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