O técnico Abel Ferreira voltou a ouvir seu nome nos cânticos da torcida do Palmeiras na vitória por 4 a 1 sobre o Juventude, sábado (12), diante de 40.047 torcedores no Allianz Parque. A forma do coro, porém, foi diferente: em vez do tradicional “Cabeça fria, coração quente, Abel Ferreira é palmeirense como a gente”, as arquibancadas resumiram-se a cantar “Abel… Ferreira…”.
O episódio marcou novo capítulo na relação entre o treinador e a principal organizada do clube, a Mancha Verde. O grupo havia iniciado uma “greve” de apoio entre novembro de 2024 e as semifinais do Campeonato Paulista de 2025, período que incluiu todo o Brasileirão, deixando de entoar nomes de jogadores e do comandante.
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Cessar-fogo começou diante do River Plate
A trégua teve início na partida de volta das quartas de final da Libertadores, quando o Palmeiras derrotou o River Plate por 3 a 1, também no Allianz Parque. Desde então, a torcida voltou a cantar os nomes do elenco, ainda que com variações no ato de saudação a Abel Ferreira.
Nos bastidores, a mudança de postura coincidiu com alterações na diretoria da Mancha Verde. Após a prisão do ex-presidente da organizada — investigado por participação em emboscada contra integrantes da Máfia Azul na rodovia Fernão Dias —, uma antiga liderança reassumiu o comando, encerrando período de divisão interna.
Magoado, mas ciente da importância da torcida
Questionado sobre o ambiente no estádio, Abel admitiu ainda sentir o impacto das manifestações passadas: “Não foi fácil ouvir ‘Ei, Abel…’ da arquibancada”, lembrou. Mesmo assim, afirmou reconhecer a relevância do apoio organizado, especialmente em jogos de maior pressão: “Quando estamos ganhando, a onda leva. Precisamos da Mancha contra o Corinthians”, disse o treinador.
Com a bandeira branca hasteada, clube e torcida tentam manter a paz às vésperas de confrontos decisivos na temporada.


