O próximo 11 de novembro completa 10 anos do acidente aéreo da companhia LaMia que transportava a delegação da Chapecoense à Colômbia e resultou na morte de 71 pessoas, com seis sobreviventes. Entre as vítimas estava o ex-jogador Mário Sérgio Pontes de Paiva, que viajava a trabalho para o canal Fox Sport.
Meia habilidoso com temperamento explosivo
Nascido no Rio de Janeiro em 1950, Mário Sérgio destacou-se como meia-atacante habilidoso e ganhou fama pelo temperamento explosivo ainda no início da carreira, quando atuava pelo Flamengo. Naquela época entrou em conflito com o técnico Yustrich, que o expulsou de um treino e informou que não teria mais chances sob seu comando.
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Trajetória por vários clubes e apelido
Em 1971, transferiu-se para o Vitória, jogando com as meias arriadas. Em 1975 foi para o Fluminense, onde passou a ser chamado de “Vesgo” pela habilidade de olhar para um lado e tocar a bola para o outro. Desentendimentos com o presidente Francisco Horta levaram-no ao Botafogo (RJ), depois ao Rosário Central, e, posteriormente, ao Internacional (RS), clube com o qual participou da conquista do Campeonato Brasileiro de 1979 de forma invicta.
Passagem pelo São Paulo e episódios polêmicos
No São Paulo recebeu o apelido de “o rei do gatilho” após efetuar disparos para o alto, com a intenção de assustar torcedores do São José, no Vale do Paraíba. Divergências com o treinador José Poy resultaram em sua saída, e em 1983 ele seguiu para a Ponte Preta e depois para o Grêmio, onde foi parte do elenco campeão do Mundial de Clubes.
Doping e fim da carreira como jogador
Em nova passagem pelo Internacional e posteriormente no Palmeiras, Mário Sérgio foi flagrado em exame antidoping em um clássico contra o São Paulo, com detecção de cocaína na urina. Recebeu suspensão de seis meses e o Palmeiras perdeu os pontos do jogo pelo Paulistão. Ainda atuou por Botafogo de Ribeirão Preto, Bellinzona (Suíça) e Bahia. Em 1987, no intervalo de uma partida contra o Goiás, anunciou o encerramento da carreira como jogador.
Carreira como treinador
Imediatamente após pendurar as chuteiras, iniciou a carreira de treinador, com estilo enérgico, direto e reto, característica que gerou vários confrontos. Manteve-se na função até 2010, passando por clubes como Vitória, Corinthians, Grêmio, Athletico Paranaense, Figueirense, Botafogo, Portuguesa, Internacional e São Paulo. Ficou ainda conhecido por ser, segundo registros, o único treinador a vetar o então goleiro Rogério Ceni de cobrar faltas.
A memória de Mário Sérgio, tanto como jogador quanto como treinador e comentarista, integra o conjunto de lembranças do acidente que completará uma década em 11 de novembro.

