Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998 e vice em 2006, fará sua estreia como treinador da seleção francesa. A nomeação marca a transição de ídolo para técnico, tendência entre ex-craques. Deschamps deixou o cargo após a semifinal, com a França em quarto lugar.
Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998 e vice na Copa de 2006, assume o comando da Seleção Francesa em setembro. Esta nova fase marca a transição de ídolo do futebol para treinador, seguindo um padrão observado em outros ídolos que também se tornaram técnicos de suas seleções nacionais.
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Didier Deschamps, que foi o capitão da França na conquista da Copa de 1998, já havia liderado a equipe como treinador nas últimas quatro Copas do Mundo, conquistando um título em 2018 na Rússia e um vice em 2022 no Catar. Deschamps deixou o cargo após a semifinal deste ano, em que a França terminou em quarto lugar.
A história de Zidane se alinha a outros ídolos que também se destacaram como técnicos. Michel Platini, campeão da Eurocopa em 1984, assumiu a seleção francesa em 1988, mas não obteve sucesso, deixando o cargo após a França não se classificar para a Copa de 1990 e ser eliminada na Euro de 1992.
Outras seleções, como Brasil, Alemanha e Argentina, também já apostaram na liderança de ídolos em seus times. Os resultados variaram, com alguns casos de grande sucesso e outros que não corresponderam às expectativas. A Itália, por exemplo, esteve perto de seguir esse caminho com Andrea Pirlo, mas sua contratação gerou polêmica e resultou na volta de Roberto Mancini, que havia dirigido a seleção entre 2018 e 2023.
Entre os ídolos que se tornaram treinadores, destaca-se Mário Jorge Lobo Zagallo, que foi bicampeão mundial como jogador e teve sucesso como técnico do Brasil. Ele conquistou a Copa de 1970 e, após retornar ao cargo em 1994, levou a seleção ao tetracampeonato.
Franz Beckenbauer, outro grande nome do futebol, assumiu a seleção alemã em 1984 e teve uma carreira vitoriosa, culminando na conquista da Copa do Mundo de 1990. Já Platini e Paulo Roberto Falcão enfrentaram dificuldades em suas passagens pela seleção francesa e brasileira, respectivamente.
Frank Rijkaard, que foi assistente técnico na Copa de 1998, também não teve o mesmo sucesso como treinador da seleção holandesa, assim como Rudi Völler e Jürgen Klinsmann, que foram apostas na seleção alemã no início dos anos 2000. O desafio de Zidane será manter o legado de sucesso da França e, quem sabe, escrever sua própria história como treinador.



