Rüdiger elogiou colegas que rezaram com jogadores de Curaçao após goleada de 7 a 1. Para o defensor, as imagens da oração conjunta rodaram o mundo como um belo exemplo.
Após a goleada de 7 a 1 sobre Curaçao, na estreia da Copa do Mundo de 2026, o zagueiro e ex-capitão da seleção alemã, Antonio Rüdiger, se manifestou em defesa de seus companheiros de equipe, Felix Nmecha e Jonathan Tah. Os jogadores se uniram aos adversários no gramado para uma oração conjunta, despertando questionamentos sobre o ato.
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Rüdiger, que é muçulmano praticante, minimizou a controvérsia em entrevista, afirmando que não vê problema na prática religiosa dos colegas.
“Eles fizeram isso e, na minha opinião, não vejo nada de errado. Acho que as imagens correram o mundo. Imagens bonitas, não é?”
O zagueiro destacou que a questão da fé deve ser tratada com respeito e não como uma polêmica.
“Para mim, é algo muito pessoal. Vivemos em um país em que falamos de liberdade de expressão, liberdade de crença. Então não vejo problema nisso. As imagens são bonitas”
Rüdiger já havia enfrentado críticas em 2024, quando um gesto religioso em uma postagem durante o Ramadã foi mal interpretado por um jornalista, ligando-o a um grupo extremista. O incidente levou o jogador e a Federação Alemã a processar o jornalista por difamação. O Ministério do Interior da Alemanha se pronunciou para esclarecer que o gesto é pacífico e estritamente religioso.
Durante a coletiva, Rüdiger também lembrou desse episódio, ressaltando a necessidade de respeitar opiniões e a importância de continuar dialogando sobre a fé.
“Eu respeito opiniões sérias. Não sou nenhuma criança indefesa. Já dei muitas entrevistas sobre isso antes. Eu percebo as opiniões sérias e também me desculpei claramente quando preciso”
Além de abordar a questão religiosa, Rüdiger elogiou seu companheiro Jonathan Tah, que tem se destacado na defesa da seleção.
“O passo que o Jonathan deu nos últimos dois, três anos tem o meu enorme, enorme respeito. Sua última temporada no Bayern de Munique também foi excepcional. Ele é o novo chefe”
O zagueiro de 33 anos, que agora ocupa o papel de reserva, aceitou sua nova posição na equipe e refletiu sobre a diferença de estar na seleção em comparação ao clube.
“Como jogador de futebol, não é fácil ficar no banco. Mas na seleção, é algo completamente diferente do que no seu clube”
Com a vitória sobre Curaçao, a Alemanha se destaca na competição e continua sua trajetória na Copa do Mundo, buscando mais conquistas.



