Aos 20 anos, o atacante brasileiro William Gomes vive a melhor fase da carreira. Revelado pelo São Paulo e vendido ao Porto em janeiro de 2025 por 10 milhões de euros (cerca de R$ 61,4 milhões à época), o canhoto acumula 12 gols e duas assistências na temporada 2025/26, números que o colocam como principal goleador do time português, líder do Campeonato Nacional e classificado às quartas de final da Liga Europa.
Nova função em campo
De origem pela esquerda, o sergipano foi deslocado nesta temporada para a ponta direita, atuando com a perna invertida sob o comando do técnico Francesco Farioli. O ajuste rendeu resultado imediato: William balançou a rede nas três últimas partidas – contra o Moreirense, pelo Português; diante do Stuttgart, na Liga Europa; e na virada sobre o Braga por 2 a 1, que manteve o Porto na ponta da tabela.
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Início difícil e virada de chave
O atacante reconhece que a adaptação à Europa foi complexa. Segundo ele, a pouca utilização no primeiro semestre e o momento instável da equipe dificultaram o começo no Dragão. A confiança, contudo, surgiu na Copa do Mundo de Clubes de 2025, quando foi titular pela primeira vez e marcou contra o Al-Ahly. Conselhos do ex-zagueiro Jorge Costa, ídolo portista que morreu no ano passado, também ajudaram na transição.
Influências e comemorações
Fã declarado de Neymar e admirador de Vinicius Júnior, William costuma assistir a vídeos dos dois antes dos jogos para tentar reproduzir dribles e movimentos em campo. A celebração que viralizou ao fincar a bandeirinha de escanteio, após o gol sobre o Stuttgart, foi inspirada no jogo eletrônico Free Fire, ideia sugerida por amigos durante a concentração.
Ligação com o São Paulo
Apesar do destaque em Portugal, o atacante garante que acompanha o ex-clube sempre que possível e afirma que a “história ainda não acabou” no Morumbi. O Tricolor manteve 20% de seus direitos econômicos na negociação com o Porto.


Imagem: Internet
Rotina e objetivos
William descreve uma rotina de quatro a seis horas diárias no centro de treinamento, seguida de trabalho de recuperação física e mental em casa. Ele credita o bom desempenho à preparação psicológica e mantém como meta a convocação para a seleção principal – já defendeu o Brasil nas categorias de base.

