O comentarista da TNT Sports Walace Borges, integrante do grupo de 40 jurados que elegeu os 100 maiores jogadores da história para a revista Placar, afirmou que considerar Lionel Messi no mesmo nível de Pelé não configura heresia. Embora tenha colocado o brasileiro no topo da lista, o analista defendeu que a comparação é legítima.
A edição 1.533 de Placar, que traz o ranking completo, já está disponível em formato digital no aplicativo da publicação e em versão impressa nas bancas e na loja do Mercado Livre.
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Pelé no panteão, Messi à porta
Segundo Borges, Pelé permanece como o único ocupante do “salão dos imortais” do futebol. “Messi bate à porta e ainda terá mais uma Copa do Mundo para disputar”, disse, indicando que o argentino pode alcançar o mesmo patamar ao fim do próximo Mundial.
O comentarista ressaltou que não repreende quem coloca Messi acima de Pelé: “Se alguém me disser que o Messi foi melhor, vou discordar, mas não é nenhuma aberração”. Ele reconheceu, porém, que há certa dose de protecionismo entre votantes brasileiros quando o assunto é o Rei do Futebol.
Diferença de eras e documentação
Para Borges, a desigualdade de registros audiovisuais pesa no debate. Enquanto todos os lances de Messi contam com inúmeros replays, grande parte da carreira de Pelé carece de imagens. “Esse vazio de arquivos explica, em parte, a nossa defesa do acervo histórico do jogo”, avaliou.


Imagem: Internet
Os outros nomes do Top 10
No recorte de jogadores do passado, além de Pelé, o jornalista citou Beckenbauer, Cruyff, Garrincha, Di Stéfano e Puskás entre seus dez primeiros colocados. Borges disse se frustrar quando colegas minimizam o nível técnico das décadas anteriores, lembrando que fatores como condicionamento físico, preparo mental e recursos financeiros eram diferentes.

