O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou que decidiu não intervir na intensa briga entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc durante o Grande Prêmio da China de Fórmula 1, disputado em Xangai. O duelo, que se estendeu pelas primeiras 40 voltas e teve um leve toque na volta 25, foi considerado “sob controle” pelo francês, mesmo com o risco de perda de tempo em relação às Mercedes.
Confiança nos pilotos
Em entrevista à Sky Sports, Vasseur disse confiar “totalmente” na capacidade dos dois pilotos de evitar um acidente grave. “É difícil pedir que parem de lutar. Seria injusto congelar as posições. Eles são profissionais, trabalharam muito bem e isso é bom para a equipe e para a F1”, declarou.
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À Sky Italia, o dirigente reforçou que não viu a situação como perigosa: “Sempre existe uma preocupação, mas eles demonstraram grande profissionalismo e eu me diverti bastante. Achei que foi uma batalha fantástica”.
Risco calculado
Diante da imprensa internacional, incluindo o Motorsport.com, Vasseur admitiu que poderia ser criticado caso ocorresse um incidente. “Se algo acontece, posso parecer um idiota meia hora depois”, comentou. Para ele, porém, permitir a disputa é parte do processo de fortalecimento interno: “Precisamos desse tipo de competição para evoluir”.
Impacto no ritmo de corrida
O duelo aconteceu enquanto a prova era liderada pela Mercedes de Kimi Antonelli, que só recebeu pressão de Hamilton nas voltas iniciais. Vasseur reconheceu que a ausência das McLaren favoreceu a continuação da batalha ferrarista e observou que, quando as Mercedes abriram mais de um segundo, ficou “muito mais difícil” acompanhar o ritmo.


Imagem: Internet
Segundo o chefe da equipe italiana, após as dez primeiras voltas a vantagem das Mercedes retornou aos habituais quatro ou cinco décimos. Atrás dos carros vermelhos, a Haas de Oliver Bearman e a Alpine de Pierre Gasly apareceram distantes, o que também deu margem para que a Ferrari administrasse a situação sem ordens de equipe.
Vasseur concluiu que manter a disputa aberta foi “a decisão certa” diante do cenário apresentado no circuito chinês.

