Rio de Janeiro (RJ), 10 – Mesmo após três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, o Vasco nota incremento no rendimento de Philippe Coutinho, porém a contribuição direta do meia nos gols continua abaixo do esperado.
Cobrança interna persiste
Camisa 10 cruz-maltino, Coutinho admitiu a pressão por números melhores depois do revés por 2 a 1 para o Juventude, em São Januário. “Claro que existe cobrança para participar de gols; a primeira delas vem de mim”, declarou o jogador, único a falar na zona mista após a partida.
📖 Leia Também
Participação elevada, gols escassos
Frente ao Juventude, Coutinho foi o segundo em passes certos, atrás apenas de Barros, mas permanece há mais de um mês sem marcar e registrou apenas uma assistência nos últimos nove compromissos.
Sequência recorde em 2025
Depois de alternar titularidade entre abril e agosto, o meia engatou série de partidas completas e pode fechar 2025 com seu maior número de jogos na carreira. Até agora, soma 49 atuações, 48 como titular, com 11 gols e cinco assistências, números próximos às 54 partidas disputadas pelo Barcelona em 2018/2019.
Contribuição tática reconhecida
Na vitória sobre o Fortaleza por 2 a 1, Coutinho serviu Rayan no gol decisivo. Mesmo assim, a influência direta no placar segue motivo de debate em São Januário. Questionado sobre o assunto, o técnico Fernando Diniz saiu em defesa do meia:
“Ele está evoluindo em todos os sentidos, e às vezes o número frio engana um pouco. O Coutinho continua mantendo uma base de boas atuações”, afirmou o comandante, ressaltando que muitos passes e movimentações do jogador não aparecem nas estatísticas oficiais.
Com a confiança do treinador e o respaldo do elenco, Coutinho permanece como referência técnica do Vasco na Série A. A meta agora é transformar presença em campo em participações decisivas no ataque e ajudar o clube a reagir na competição.

