O áudio do árbitro de vídeo divulgado nesta quinta-feira (30) pela Conmebol esclareceu o lance que resultou na expulsão de Gonzalo Plata, do Flamengo, durante o empate sem gols com o Racing, em Avellaneda, pela semifinal da Libertadores. Segundo a comunicação entre os árbitros, o atacante equatoriano aplicou um soco na região genital do zagueiro argentino Marcos Rojo, o que motivou o cartão vermelho direto.
A agressão ocorreu aos 10 minutos do segundo tempo, longe da bola, no círculo central. O árbitro chileno Piero Maza não presenciou o incidente, mas foi alertado pela equipe de vídeo. Na cabine, Juan Lara (VAR) e Claudio Urrutia (assistente) revisaram as imagens e concluíram que houve “conduta violenta”, recomendando a expulsão.
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Conforme o diálogo divulgado, Urrutia relatou: “O jogador do Racing tenta levantar o atleta do Flamengo pela camisa e o do Flamengo lhe dá um soco nas genitais”. Ainda assim, os árbitros demoraram a localizar um ângulo claro do acontecimento, o que prolongou a checagem.
Após receber o vermelho, Plata levou mais de cinco minutos para deixar o gramado. O técnico rubro-negro Filipe Luís respondeu efetuando a entrada de Bruno Henrique no lugar de Arrascaeta e reposicionou a equipe num 5-3-1, repetindo a estratégia usada contra o Corinthians na Copa do Brasil de 2024, quando também sofreu uma expulsão.
Mesmo com inferioridade numérica, o Flamengo sustentou o 0 a 0 e avançou à final graças à vitória por 1 a 0 no confronto de ida, no Maracanã. Rojo também chegou a ser expulso por uma suposta agressão à beira do campo, mas Maza reviu o lance e anulou a decisão.
Classificado, o time carioca aguarda o vencedor de LDU x Palmeiras, que duelam nesta quinta, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. A equipe equatoriana venceu o primeiro jogo por 3 a 0 em Quito e pode perder por até dois gols para garantir presença na final, marcada para Lima, no Peru. Plata, em razão do vermelho, está fora da decisão.

