Estreante na Copa do Mundo, o Uzbequistão de Cannavaro enfrenta a Colômbia nesta quarta às 23h. A altitude de 2.240m da Cidade do México é o grande obstáculo da equipe asiática.
O técnico Fabio Cannavaro, campeão do mundo com a Itália em 2006, comanda a seleção do Uzbequistão em sua primeira participação na Copa do Mundo. A equipe estreia nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra a Colômbia, em um cenário que promete trazer desafios devido à altitude da Cidade do México, que está a 2.240 metros acima do nível do mar.
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Jogar em elevações elevadas é uma realidade comum para seleções sul-americanas, mas o Uzbequistão não está acostumado a essa condição. Cannavaro, que assumiu o comando da seleção uzbeque em outubro de 2025, optou por levar a equipe para a capital mexicana apenas na véspera da partida. Após o confronto, a equipe retornará imediatamente aos Estados Unidos.
“Isso é uma dificuldade que cada equipe enfrenta quando tem que jogar em altitudes. Eu tive a chance de jogar a Copa do Mundo na África do Sul. Nós estávamos lá com a Itália e ficamos 25 dias em uma área de montanha. Acho que foi a pior Copa do Mundo para o time italiano. E nós decidimos vir aqui hoje, vamos jogar e depois voltar. Esse é um problema que todos terão, não apenas o Uzbequistão. Todos que jogam aqui têm enfrentado esse problema, isso não me preocupa”, afirmou Cannavaro.
A experiência do treinador é valiosa, especialmente considerando que a Colômbia, adversária do Uzbequistão, possui jogadores habituados a jogar em altitudes ainda mais elevadas, como em competições da Libertadores e Sul-Americana, que podem ultrapassar os 4.000 metros. Cannavaro também reconhece que Portugal e Colômbia são os favoritos do Grupo K, mas acredita que sua equipe pode atuar como “franco atirador” na competição.
“Eu tento remover a pressão deles porque, claro, estamos em uma fase muito difícil. Vamos enfrentar Colômbia, Portugal e Congo, que tem 90% dos jogadores na Liga 1 ou Premier League. Então, a fase é difícil. E eu tento explicar a eles para serem felizes, porque é a primeira vez. Nós não temos nada a perder, mas isso não significa que vamos apenas para serem felizes. Precisamos de luta, nós sabemos que precisamos. Temos que mostrar para as pessoas como os jogadores do Uzbequistão querem crescer no futuro. Desde que eu cheguei, eu tentei dar a eles essa mensagem”, completou.
Com essa mentalidade, o Uzbequistão se prepara para enfrentar um dos maiores desafios de sua história no futebol, e a estreia na Copa do Mundo promete ser um momento marcante não apenas para os jogadores, mas também para a nação uzbeque.



