O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, protocolou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, uma notícia de fato no Ministério Público de São Paulo contra o presidente do clube, Osmar Stabile, e o diretor-adjunto jurídico William Tapara de Oliveira, o “Índio”. No documento, Tuma acusa os dois dirigentes de fraude processual, falso testemunho ou falsa perícia, constrangimento ilegal e denúncia caluniosa.
Suposto aliciamento de associado
De acordo com a representação, Stabile teria aliciado o associado Osni Fernando Luiz, conhecido como “Cicatriz”, para provocar uma discussão com Tuma e, assim, criar um ambiente favorável ao afastamento do presidente do Conselho Deliberativo por infração ética. Em troca, o torcedor teria recebido acesso privilegiado ao CT Dr. Joaquim Grava e uma camisa oficial autografada pelos jogadores.
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O desentendimento entre Tuma e Cicatriz ocorreu em 6 de março, nas dependências do Parque São Jorge, e foi registrado em vídeo pelo próprio torcedor, que o publicou no Instagram. Na mesma data, Tuma registrou boletim de ocorrência alegando intimidação e ameaça.
Visita ao CT e relato de coação
Segundo o material entregue ao Ministério Público, Cicatriz visitou o CT em 17 de março, teve contato direto com atletas e exibiu a camisa autografada em suas redes sociais, chamando-se de “o brabo da diretoria”. Mais tarde, o associado teria procurado Tuma afirmando ter sido pressionado por pessoas ligadas a Stabile para acusá-lo de agressão física.
Trecho de conversa anexado
O pedido de investigação inclui áudio no qual Cicatriz relata ter sido “enquadrado” por integrantes da diretoria para obter imagens do incidente na pizzaria do clube e usá-las contra Tuma.
Reação do clube
Procurado, o Corinthians informou que Osmar Stabile não comenta ações na Justiça.


Imagem: Internet
Disputa política
O embate entre Tuma e Stabile ganhou força após reunião do Conselho Deliberativo convocada por Stabile na última segunda-feira, 23 de março, que contou com 137 dos 290 conselheiros. Na ocasião, 115 votaram pelo afastamento temporário de Tuma, 15 se posicionaram contra e sete se abstiveram.
Em ofício posterior, Tuma declarou não reconhecer a validade da sessão, alegando falhas na convocação e na condução dos trabalhos. Ele sustenta que permanecerá no cargo até decisão judicial ou procedimento interno que cumpra rigorosamente o estatuto do clube.
