Raúl Asencio foi parado em uma blitz no sul de Gran Canaria às 6h30 do dia 16 de agosto, quando dirigia um Porsche Macan. O jogador registrou 0,90 e 0,88 mg/l no bafômetro — cerca de quatro vezes o limite; não houve acidente.
O zagueiro Raúl Asencio, do Real Madrid, foi condenado nesta quarta-feira, 2, por dirigir embriagado, após ser parado em uma blitz de fiscalização no sul de Gran Canaria. A abordagem ocorreu às 6h30 da manhã do dia 16 de agosto, enquanto ele conduzia um Porsche Macan.
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Nos exames, Asencio registrou nível de álcool no sangue de 0,90 mg/l no primeiro teste do bafômetro e 0,88 mg/l no segundo — aproximadamente quatro vezes o limite legal de 0,25 mg/l. Segundo o registro da abordagem, o jogador não se envolveu em acidente nem dirigia de forma imprudente no momento da fiscalização.
O zagueiro, de 22 anos, admitiu os fatos em julgamento sumário realizado em San Bartolomé de Tirajana três dias após o incidente. Pela condenação, ele foi multado em 14 400 euros — valor calculado com base em 120 euros por dia durante quatro meses — e teve a carteira de motorista suspensa por oito meses.
O clube não quis comentar o caso quando procurado, mas uma fonte confirmou que o clube pretende punir Asencio com base em seu código disciplinar interno. O jogador estava afastado por causa de uma lesão sofrida na pré-temporada; o clube havia tentado encontrar uma nova equipe para ele durante a janela de transferências de verão, mas ele acabou permanecendo em Madri.
A condenação por dirigir embriagado soma-se a uma série de problemas jurídicos que o jogador vinha enfrentando. Ele também deve ser julgado por acusações relacionadas ao compartilhamento de imagens íntimas envolvendo uma menor, em um incidente ocorrido em um clube de praia nas Ilhas Canárias, em junho de 2023.
No caso das imagens, Asencio não é acusado de participar da filmagem em si, mas alega-se que ele solicitou os vídeos e os mostrou a outra pessoa — conduta que, segundo a promotoria espanhola, configura dois crimes contra a privacidade. Até julho, ambas as supostas vítimas haviam retirado as queixas, embora o julgamento ainda estivesse previsto para ocorrer.
O Ministério Público da Espanha havia solicitado, no processo relacionado às imagens íntimas, uma pena de dois anos e meio de prisão para o jogador. As decisões e penalidades relativas a esses processos seguirão os trâmites previstos na Justiça espanhola.
O caso traz impacto direto na carreira do atleta, que já enfrentava limitações por lesão e incertezas sobre seu futuro no clube. A condenação por dirigir embriagado e as acusações pendentes mantêm o nome de Asencio em destaque fora de campo, enquanto o Real Madrid avalia medidas disciplinares internas conforme seu regulamento.

