Torcedores argentinos debatem convocação de jogadores de clubes menores
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a seleção argentina volta a ser alvo de questionamentos sobre a presença de jogadores atuando em clubes considerados de segunda linha do futebol europeu. O tema ganhou repercussão internacional depois que o ex-atacante inglês Ian Wright lamentou publicamente a situação, citando o caso de Igor Thiago, artilheiro do Brentford com 22 gols na última Premier League.
Em Buenos Aires, torcedores foram ouvidos sobre o assunto. Para Kelvin Mateus, o que importa é a qualidade do atleta, independentemente do time em que joga: “Você sempre tem que dar o melhor de si, seja em um clube da segunda divisão ou no melhor time do mundo”, afirmou.
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A discussão não é nova para a Argentina. Na campanha campeã de 2022, oito dos 23 convocados atuavam em equipes de segunda prateleira na Europa — caso emblemático foi o de Alexis Mac Allister, então no Brighton, que ganhou espaço após a partida contra a Polônia e se tornou peça-chave na conquista do título.
Levantamento do ciclo entre 2023 e o início de 2026 mostra que o técnico Lionel Scaloni convocou 67 jogadores ao todo, sendo 31 de clubes de segundo escalão europeu, 16 da elite do continente e 20 atuando fora do mercado europeu. Para o torcedor Jonathan Quinteros, o histórico do clube pouco importa: “O que importa é que rendam pela seleção argentina”, disse.
O próprio Mac Allister é citado como exemplo de como uma boa passagem pela seleção pode impulsionar a carreira: após o título de 2022, ele deixou o Brighton rumo ao Liverpool. Na avaliação do jornalista Ariel Bordon, esse movimento tende a ser positivo para os jogadores: “Temos o Nico Paz, que joga no Como, um clube não tão conhecido da Itália. Mesmo assim, toda vez que veste a camisa da Argentina, ele apresenta um nível impressionante”, avaliou.

