Isadora Bandeira, natural de Uberlândia, nasceu na madrugada de 30 de junho de 2002, minutos depois da vitória do Brasil sobre a Alemanha em Yokohama que garantiu o quinto título mundial à seleção. A data de nascimento, ligada ao Penta, virou marca pessoal e fez com que ela se tornasse entusiasta das Copas.
Filha de Dulcineia Bandeira, Isadora conta que a família lembra até hoje que, enquanto torcedores festejavam nas ruas do país, a mãe se preparava para dar à luz. Segundo relatos, Dulcineia saiu de casa e, ao retornar, teve a bolsa rota; depois de avisar a médica, foi ao hospital de Uberlândia, onde o nascimento ocorreu entre comentários divertidos da equipe sobre a menina “chegar” para comemorar o Penta.
Isadora diz que, desde então, adota rituais para acompanhar os jogos: decora a casa, pinta o rosto e prepara comidinhas nas cores verde e amarela para receber amigos. Entre as preparações estão balas e picolés coloridos e o uso de corantes em alimentos para dar o tom nacional às comemorações. Ela ressalta que, apesar de a família não se considerar fanática, todos aproveitam a festa.
O avô, Ivan Mota, registrou a celebração do nascimento em um poema que faz referência à conquista do Brasil naquele dia, transformando a história em lembrança afetiva da família.
Para a Copa deste ano, Isadora afirma que mantém a expectativa de ver o Brasil campeão novamente. Ela lembra que “chegou atrasada” para o título de 2002 e diz continuar na esperança, mesmo diante de comentários de que o Hexa pode não vir.
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